Gasoduto Bolívia-Brasil
O gasoduto Bolívia-Brasil transporta o gás natural proveniente do Rio Grande, na Bolívia, até Canoas, na Grande Porto Alegre. São 3.150 Km de extensão, sendo 2.593 km em solo brasileiro, construídos nas mais variadas e difíceis condições de passagem – atravessando fazendas, cidades, montanhas, rios, rodovias – cortando cinco estados brasileiros (Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) e sempre respeitando o meio ambiente e as comunidades por onde passa.
Transporta grandes volumes de gás, possui tubulações de diâmetro elevado, opera em alta pressão e somente se aproxima das cidades para entregar o gás às companhias distribuidoras, constituindo um sistema integrado de transporte de gás.
O gás é comercializado através de contatos de fornecimento com as Companhias Distribuidoras de cada Estado, detentoras da concessão de distribuição. A TBG (Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil S/A), proprietária do gasoduto é responsável pelo transporte do gás até os pontos de entrega (Companhias Distribuidoras).
As redes de distribuição transportam volumes menores de gás natural a menores pressões, com tubulações de diâmetros menores que do gasoduto. É esta rede que recebe o gás nos gasodutos e o leva até as indústrias e aos centros urbanos e por fim, até a sua casa. A rede de gás natural é tão importante e segura quanto as redes de energia elétrica, telefone, água ou fibra ótica e contribuem para facilitar a vida das pessoas e impulsionar o comércio e as indústrias.
O empreendimento foi construído em duas etapas. O Trecho Norte foi inaugurado em 9/02/1999 e entrou em operação em 1/06/1999. Este trecho começa no Rio Grande, na Bolívia, chega ao Brasil pela cidade de Corumbá (Mato Grosso) e se estende até Campinas, em São Paulo. O Trecho Sul foi concluído em 31/03/2000, ligando São Paulo até Canoas, no Rio Grande do Sul.
O traçado do gasoduto foi amplamente estudado, inclusive por meio de satélites, e segundo as orientações do Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima), do Ibama, zelando rigorosamente pela preservação do meio ambiente. Sua construção exigiu avançadas técnicas de engenharia, possibilitando a passagem sob rios, fazendas e estradas, totalizando a travessia de 135 municípios brasileiros. Além disso, a Petrobras investiu R$ 30 milhões em programas de compensação ambiental e se preocupou com a preservação dos 617 sítios arqueológicos encontrados.
Em 1998, a participação do gás natural na economia brasileira era de apenas 3%. Mas o objetivo final é aumentar o uso do combustível para 10%, em 2005, e 12%, em 2010. A meta é que o gasodudo Bolívia-Brasil esteja operando com capacidade máxima, em 2007, gerando diariamente 30 milhões de m³, metade da necessidade nacional. O resultado possibilitará a implantação de novas usinas termelétricas em diversas localidades. Somente o Estado de São Paulo deverá absorver metade da capacidade total do gasoduto. O contrato com a Bolívia é de 20 anos, renovável. |