Os recursos externos viriam do Fehidro (Fundo Estadual dos Recursos Hídricos) e também da Cobrança Pelo Uso da Água dos rios estaduais e federais que cortam a região.
Segundo o diretor presidente da Coden, engenheiro Ricardo Ongaro, a Câmara Técnica de Verificação analisou 72 pedidos, dos quais 28 obtiveram pareceres pelo deferimento (liberação) dos recursos. A decisão final pela liberação dos recursos aos organismos solicitantes (que incluem prefeituras, serviços municipais de Saneamento, órgãos e universidades públicas, etc.) vai ser tomada no próximo dia 20 de março, na reunião plenária do Comitê PCJ.
Os projetos da Coden que obtiveram encaminhamento “pelo deferimento” prevêem, no total, incluindo a contrapartida, R$ 3.583.146,00 para a troca da rede de água de toda a área central de Nova Odessa e R$ 2.359.663 para a implantação da setorização, macromedição e telemetria de todo o sistema de abastecimento da cidade.
Segundo Ongaro, o Comitê PCJ tem previsão de arrecadação total de R$ 40 milhões em 2010. Os 28 pedidos de verbas pré-aprovados somam R$ 37 milhões, o que dá uma grande perspectiva de obtenção dos recursos pela Coden. No entanto, ambos os projetos de Nova Odessa estão incluídos na modalidade “perdas e águas”, para a qual apenas um terço do total arrecadado (o equivalente a R$ 13,3 milhões) será revertido pelo Comitê aos projetos inseridos nesta modalidade. Dos 42 projetos para “perdas e águas”, 18 foram pré-aprovados.
“Estes 18 projetos somam R$ 18 milhões, ou seja, ainda deve haver uma hierarquização dos projetos e um corte final. Mas, pela nossa pontuação, esperamos permanecer bem colocados e obter os recursos”, adiantou Ongaro.
Os projetos
Segundo o chefe de Projetos e Contratos da Coden, Eric Anthony Padela, o projeto da troca da rede de água do Centro prevê a substituição de 12.000 metros de tubulação.
“Atualmente, a tubulação ainda é de ferro fundido, com uma média de idade de 40 anos, o que permite o surgimento de incrustações e entupimentos constantes e leva a uma necessidade de manutenção intensa. A nova rede será instalada pelo método não destrutivo, ou seja, sem a abertura de valas, exatamente para não atrapalhar o trânsito. Serão usados tubos de PEAD (polietileno de alta densidade), o material mais indicado para controle de perdas atualmente porque apresenta baixo índice de vazamentos”, explicou Padela.
Já a implantação da setorização, macromedição e telemetria vai beneficiar toda a cidade. “Com a setorização, a Coden vai poder verificar, em tempo real, os pontos críticos de vazamentos e vai poder atuar rapidamente na região, diminuindo o índice geral de perdas. É a forma mais racional e moderna de se administrar uma rede municipal de distribuição de água tratada”, justificou o chefe de Projetos e Contratos da Coden, lembrando que a rede será “dividida” em 22 setores, cada um com seu macromedidor (hidrômetro) e sua telemetria (sensores remotos), que vão enviar seus dados 24 horas por dia para o sistema central de monitoramente da ETA (Estação de Tratamento de Água).
Combate às perdas prossegue
Entre outras medidas já adotadas ou em fase de projeto, o Plano Diretor de Combate às Perdas de Água Tratada da Coden prevê o geofonamento noturno constante da rede, em busca de vazamentos pontuais e que foi retomado em janeiro, a implantação do reuso da água dos filtros da ETA e a implementação de um sistema de macromedidores de vazão nas adutoras. Estas medidas já reduziram as perdas de 57% para os atuais 43%, mas o objetivo final é ficar entre 20% a 25%.