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ORIGEM DO NOME DA CIDADE
   
Sorocaba (tupi): Em 1654, o capitão Baltazar Fernandes se mudou com a família e os escravos para a região, fundando o povoado que recebeu o nome de Sorocaba, que significa terra rasgada, fendida, alusão aos tropeiros que passavam pelo lugar.
 

Sorocaba é a Manchester Paulista. Confira!

 
Aeroporto Estadual Bertram Luiz Leupolz - SDCO 
End.: Av. Santos Dumont, 1275
Sorocaba - São Paulo - Brasil 
Telefone: (15) 3223-3333 
 
 
DESTAQUE
 
 

MUSEU HISTÓRICO SOROCABANO – CASA DA MARQUESA
DE SANTOS

     

O Museu Histórico Sorocabano está hospedado no casarão construído, em 1780, pelos escravos de João de Almeida Pedroso, que se tornou dono das terras em 1771. O acervo contido no espaço (retirar) expõe a evolução histórica da cidade, desde os tempos pré-históricos. São peças que representam o passado da cidade e da região.

Museu Sorocabano está instalado no antigo casarão, construído em 1780

O casarão passou ao domínio da prefeitura pelas mãos dos filhos do último morador, Joaquim Eugenio Monteiro de Barros – “Quinzinho de Barros”. Ele dá o nome ao Parque Zoológico da cidade, local onde o casarão e atual museu está localizado.

A construção já pertenceu ao Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar. Em 1842, o espaço recebeu sua mais ilustre visita: a Marquesa de Santos se abrigou ali com os filhos.

Marquesa de Santos ganhou uma sala especial no museu; no destaque, louça de época 

O Brigadeiro Tobias era líder na Revolução Liberal do Porto, e, preocupado com a família, resolveu abrigá-los – Domitila e os cinco filhos do casal – no casarão em Sorocaba.

Em virtude do episódio, o local é também conhecido pelo nome Casa da Marquesa de Santos.

Domitila de Castro e Canto Mello (1797 - 1867) pertenceu à nobreza brasileira e ficou conhecida como amante de D. Pedro I, quem lhe conferiu o título de Marquesa de Santos.

 

Em 1842, já terminado o romance com o imperador, Domitila se casou com o Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar, na cidade de Sorocaba.

Retratos da Marquesa de Santos (esquerda) e do Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar, com quem se casou em Sorocaba

O acervo permanente do museu se divide cronologicamente em sete ambientes, excetuando-se o primeiro deles, usado para exposições itinerantes.

As salas narram fatos relevantes da história de Sorocaba e da própria construção. Arqueologia e pré-história são contempladas; bem como a história da família do último morador do Casarão – Joaquim Eugenio Monteiro de Barros; existe ainda a Sala da Marquesa, com louças e móveis de época. 

Acervo do museu mostra peças que narram a trajetória da região, desde os tempos da pré-história

O acesso ao museu se dá pela Avenida Coronel Nogueira Padilha, uma das principais vias da cidade, a 10 minutos do centro de Sorocaba.

Serviço

Museu Histórico Sorocabano dentro do Zoológico Municipal Quinzinho de Barros

Local: Rua Theodoro Kaisel, 883 – Vila Hortência
Visitação: Terça a domingo, das 9h às 16h30, fechado para almoço das 12h às 13h
Tel.: 15 3227 2825
Entrada franca





Texto: Daniella Cornachione
Fotos: Paulo Ochandio
 
 
UNIVERSIDADES
• Universidades Federais
Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
Conhecida no início de sua história como "Pequena Notável", a UFSCar se tornou uma das mais reconhecidas Instituições de Ensino Superior do Brasil e da América Latina.
A alta produção intelectual e os importantes projetos de pesquisa e desenvolvimento da UFSCar têm rendido à Instiruições premios de Melhor Universidade Pública do Interior do Brasil.
A UFSCar possui campus em São Carlos, Araras e Sorocaba.

Campus Sorocaba:
Avenida Darci Carvalho Daffner, 200 - Alto da Boa Vista
Tel: 15 3218 1619
 
• Universidades Estaduais
Universidade Estadual Paulista “Julio Mesquita Filho” (UNESP)
A UNESP foi criada em 1976, resultando da incorporação dos Institutos Isolados de Ensino Superior do Estado de São Paulo.
Está presente em 23 cidades, das quais 21 estão localizadas no interior, uma na capital e a outra na região de São Vicente.

Campus Sorocaba:
Avenida Três de Março, 511 - Alto da Boa Vista
Tel: 15 3238 3415
 
• Universidades Privadas
Pontifícia Universidade Católica (PUC)
Fundada em 1946, fruto da junção da Faculdade de Filosofia e Letras de São Bento com a Faculdade Paulista de Direito.
Está entre as universidades comunitárias do país.

Campus Sorocaba:
Praça Dr. José Ermírio de Moraes, 290
Tel: 15 3212 9900
 

Universidade Paulista (UNIP)
A Universidade Paulista foi criada em 1972 e possui diversos campus espalhados pela Cidade de São Paulo.

Campus Sorocaba
Av. Independência, 210 - Jardim Éden
Tel: 15 3412 1000

 
CURIOSIDADES
 

A TROPEADA

Promovida pela Associação Intermunicipal Circuito Cultural Caminho Paulista das Tropas, a Tropeada, tradicional na região, comemora a Semana do Tropeiro de Sorocaba.
Com saída de Itararé, a tropa, acolhida pelas fazendas ao longo do caminho, passa pelas cidades de Itapeva, Taquarivaí, Buri, Itapetininga, Alambari, Capela do Alto, Tatuí, Boituva, Iperó, Araçoiaba

 

da Serra e chega em Sorocaba, para encerrar as comemorações da Semana do Tropeiro, que acontece há mais de 43 anos.
Os tropeiros tem lugar especial na história do Brasil. Apareceram entre os séculos 17 e 19, viajavam no lombo de burros e mulas, suprindo as necessidades de alimentos dos exploradores de minas entre a região sul e sudeste do país. Enfrentavam sol escaldante e chuva cortante.

Silveiras - Foto OPY Imagens
 
 
HISTÓRIA
 
 

A cidade de Sorocaba foi criada em 1599 por Don Francisco de Souza, governador-geral do Brasil. Acreditando que havia ouro no local, Souza levantou o pelourinho na Nova Vila de Nossa Senhora da Ponte de Mont Serrat, simbolizando o poder real. Como foi confirmada a existência do metal, o governador retornou à corte.

Quase 95 anos depois, em 1654, o capitão Baltazar Fernandes mudou-se para a região com sua família e escravos. O povoado que se estabeleceu no local foi fundado com o nome de Sorocaba, que em Tupi-Guarani significa "Terra Rasgada".

Para incentivar o povoamento da região, o capitão doou grande parte das suas terras aos beneditinos de Parnaíba. No local deveria ser construídos um convento e uma escola, onde funcionaria um centro gerador de cultura.

O comércio de índios era a principal fonte de renda da época, mas começou a ser substituído pela feira de muares a partir do século XVII. A primeira tropa passou pelas ruas de Sorocaba em 1733, conduzida pelo Coronel gaúcho Cristóvão Pereira de Abreu, um dos fundadores do Rio Grande do Sul. Pereira de Abreu, sem saber, escrevia uma parte da história que mudaria um ciclo na cidade, o Tropeirismo.

O município está localizado em uma posição estratégica e isso fez com que

 

Sorocaba se tornasse ponto de passagem obrigatória dos Tropeiros. Com isso, o local virou o eixo econômico entre o Norte, Nordeste e o Sul. Com o fluxo de tropeiros, a cidade ganhou a Feira de Muares, onde brasileiros de todos os estados reuniam-se para comprar e vender animais.

O aquecimento econômico desenvolveu o comércio e a indústria caseira, baseada na confecção de facas, facões, redes, doces e objetos de couro para montaria.

A partir de 1875, com a inauguração da Estrada de Ferro Sorocabana, algumas indústrias têxteis instalaram-se na cidade, tornando-a conhecida como a Manchester Paulista. A estrada de ferro trouxe o progresso ao pequeno vilarejo, que virou Comarca. A partir da década de 70 a cidade precisou buscar alternativas para impulsionar a economia local, a industria têxtil entrou em declino e, nesse momento, o município se diversificou, recebendo outras empresas. Atualmente mais de 1.600 empresas têm sua sede na cidade.

Sorocaba mantém viva a sua história nos edifícios seculares como o Mosteiro de São Bento, com paredes de taipa; a Igreja Catedral, a Casa da Marquesa de Santos, o Casarão de Brigadeiro Tobias e a Estação de Ferro Sorocabana.

 
Fonte: Fundação SEADE - 2006
 
GASTRONOMIA
 
  Aguardando receitas típicas ou tradicionais desta cidade.  
 
HINO

 

I
Saudamos-te, querida Sorocaba,
Com muito júbilo e acendrado amor;
desde a selva selvagem, o índio e a taba,
teus feitos cantaremos teu valor.

Às fraldas norte da Paranapiacaba,
tu te elevas Rainha d'esplendor,
e ao pé do morro d'Ouro, o Araçoiaba,
és pioneira paulista do interior.

Ó' Sorocaba, cantamos triunfantes,
bravos, heróis, cantamos teus pioneiros;
Cidade, és filha e mãe de bandeirantes,
com muito orgulho, a "Terra dos Tropeiros".

Tu és, ó Sorocaba, uma das molas
deste grande São Paulo glorioso,
cidade do Trabalho e das Escolas,
dos Liberais de brio belicoso.

Com teus arranha-céus, ao alto evolas
todo o ideal de um povo laborioso,
e o potencial fabril que hoje controlas
é o signo de um Brasil mais poderoso.

II
Tu, Sorocaba, marchas, "pari-passu"
com tuas irmãs, ao lado das primeiras,
Marchas tu com São Paulo no compasso,
Já desde os áureos tempos das bandeiras.

Foste terra de peões, campeões do laço;
Com suas tropas, com suas famosas feiras;
hoje és comércio, indústria, torres de aço,
Tudo é teu sangue, nas veias brasileiras.

Ó' Sorocaba, cantamos triunfantes,
bravos heróis, cantamos teus pioneiros;
Cidade, és filha e mãe de bendeirantes,
com muito orgulho, a "Terra dos Tropeiros".

Pela alvorada, a orquestra dos apitos,
O operário marcha ao seu mister fabril
e os homens da palavra e dos escritos,
da ciências, em teu progresso atuantes mil.

Às escolas a colher frutos benditos,
a juventude marcha varonil,
O Saber e Labor marcham contritos,
em prece a Deus, pela Pátria - Brasil.

 
 
Letra: Benedito Cleto
Música: Ruth Camargo Fernandes
 
BENS TOMBADOS
   

BAIRRO DO CAFUNDÓ

Salto de Pirapora
Processo: 26336/89     
Tomb.: Res. SC 9 de 23/3/90     
D.O.: 24/3/90
Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico:
Inscrição nº 2, pp. 202 à 205, 11/7/1990

Segundo a tradição oral da comunidade, os escravos Antonia, Ifigênia e seus pais, Joaquim Manoel de Oliveira e Ricarda, receberam, antes da abolição, a liberdade e 80 alqueires de terra, dos quais apenas 7,8 alqueires permanecem com os seus descendentes, em conseqüência de doações e da ocupação pelos fazendeiros das áreas adjacentes.

A população do Cafundó, que flutua entre 60 a 80 pessoas, descende de duas parentelas, a dos Almeida Caetano e a dos Pires Cardoso, originárias das escravas Antonia e Ifigênia. Plantam milho, feijão e mandioca e criam galinhas e porcos, em pequena escala, apenas para atender parte das necessidades de subsistência. Fora da terra, trabalham como diaristas, bóias-frias e, no caso das mulheres, como empregadas domésticas.

A comunidade, além de falar o português, se utiliza do dialeto africano chamado "cupópia" ou "falange", muito estudado e documentado por antropólogos e lingüistas.

Fonte: Naira Iracema Morgado

CASA GRANDE DO BRIGADEIRO TOBIAS

Distrito de Brigadeiro Tobias
Processo: 00023/71     
Tomb.: Res. de 8/1/73     
D.O.: 9/1/73
Livro do Tombo Histórico:
Inscrição nº 69, p. 6, 12/1/1973

A Fazenda Passa Três foi adquirida pela família do brigadeiro Tobias de Aguiar, provavelmente, no final do século XVIII. A casa sede deve ter sido construída nesse período e, juntamente com a fazenda, foram citadas, em 1818, ao lado de outros bens, no inventário de Antônio Francisco de Aguiar, pai do brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar.

A sede, casa térrea, remanescente de rica fazenda agropecuária, recebeu nas suas laterais pequenas construções geminadas, já demolidas, para abrigar escravos e empregados. Edificada em taipa de pilão com telhado de duas águas, é um edifício de características rurais e urbanas, estas últimas pela presença de duas alcovas e de empenas laterais. Supõe-se que a composição plástica da fachada não seja a primitiva.

Atualmente, funciona como sede do Centro de Estudos do Tropeirismo.

Fonte: Processo de Tombamento

MOSTEIRO DE SÃO BENTO

Largo de São Bento
Processo: 20117/76     
Tomb.: Res. 41 de 12/5/82     
D.O.: 21/5/82
Livro do Tombo Histórico:
Inscrição nº 194, p. 47, 19/7/1982

A cidade de Sorocaba foi fundada, em 1654, por Baltazar Fernandes que construiu uma capela em louvor à Nossa Senhora da Ponte, que, em 21/4/1660, seria por ele doada, juntamente com outros bens, aos beneditinos, com a condição de edificarem um convento com quatro celas, despensa, cozinha e refeitório.

Aceita a condição, frei Anselmo da Anunciação e frei Tomé Batista iniciaram a construção do mosteiro.

Em 9/12/1893, tendo falecido frei Joviano de Santa Delfina Baraúna, e não havendo substituto para lá fixar residência, o mosteiro iniciou um processo de deterioração por abandono. Permaneceu fechado até 1910 quando sofreu amplo trabalho de reforma, resultando na alteração de suas características originais.

Fonte: Jamil Nassif Abib
 
 
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