ORIGEM DO NOME DA CIDADE
   
Há inúmeras histórias que tentam explicar a escolha do topônimo. Contudo as mais conhecidas e aceitas são: que o nome teria sido escolhido por Brás Cubas, baseado no Hospital de Todos os Santos – Irmandade da Santa Casa de Misericórdia ou que Francisco Martim Afonso de Souza, teria escolhido tal nomenclatura para homenagear um dos portos de Lisboa, às margens do rio Tejo.
 

A cidade possui o maior porto em contêiners
da América Latina. Confira!


Santos faz parte do
Circuito da Costa da Mata Atlântica.

Conheça aqui os roteiros do Estado!

DESTAQUE
 

E mais praias e passeios

Por Jarbas Favoretto*
 

Da Ponta da Praia até a Ilha Urubuqueçaba, que marca a divisa entre São Vicente e Santos, nós temos 8 km de praias limpas e iluminadas, com o maior jardim de praia de todo o mundo com suas flores de vários tons. É um bom espetáculo para os olhos durante o dia ou à noite. Ao longo dessas praias você encontra outros atrativos como o Aquário Municipal, o Cine Arte, a

 

Concha Acústica, a Feira de Artesanato, o Museu do Mar, o Museu da Pesca, o Orquidário.
Santos é facilmente alcançada por ônibus que saem do Terminal Jabaquara, na Capital, a cada 10 minutos. Tão perto que nem dá tempo para a gente cochilar. (E não se esqueça de provar os insuperáveis pastéis do Bar do Carioca, ao lado da Prefeitura!)


Jardins iluminados das Praias de Santos. - Foto Rubens Chiri
 
* Presidente da Amitur - Associação dos Municípios
de Interesse Cultural e Turístico
 

As praias de Santos

Por Jarbas Favoretto*
 

Sacramentado pelo Livro dos Records, o maior jardim frontal de praia do mundo está em Santos, acompanhando seis praias em sete quilômetros de extensão. O jardim tem 77 espécies de flores e mais de 1.700 árvores sempre bem tratadas pela prefeitura.
Entre a Praia do José Menino, que faz divisa com São Vicente, e a Ponta daPraia, de onde se aprecia a entrada

 

e saída de navios, estão Praia do Gonzaga, Praia do Boqueirão, Praia do Embaré e Praia de Aparecida. Todas possuem mar tranqüilo e areias macias.
Nas praias há mais de 200 barracas de clubes e entidades. São propícias para a prática de vários esportes e tornou-se a capital nacional do Triathlon. Enfim, algo a ser curtido por você.

Marco Padrão dos 400 anos de São Vicente - Foto de Miguel Schincariol
 
* Presidente da Amitur - Associação dos Municípios
de Interesse Cultural e Turístico
 

BONDES FAZEM VIAGEM AO PASSADO

     

Terra dos Gusmões, José Feliciano Fernandes Pinheiro - Visconde de S. Leopoldo e dos irmãos Andradas, Santos participou ativamente da história e ainda hoje é essencial para a manutenção do estado.

Possuidora do maior porto da América Latina, que em 2007 movimentou 80.775.867 toneladas e é responsável pela movimentação de 55% do PIB brasileiro (dados do Porto de Santos e do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio – 2004, respectivamente), a cidade rege exportações e cresce diariamente.

Porto de Santos

Santos surgiu como povoado por volta de 1540, apenas seis anos depois foi promovido  a Vila e em 1839  foi elevado a cidade. Durante esses mais de 450 anos participando da economia do estado e do país, o município acumulou um legado precioso, contando com luxuosos casarões, museus e igrejas, destacando-se a Bolsa Oficial do Café, marco da riqueza da cidade.

Bolsa Oficial do Café

Apesar da deficiente manutenção de muitos de seus monumentos históricos, Santos tem investido na recuperação de parte destes bens. Ao exemplo do bonde que há alguns anos voltou a circular pelas ruas do município.

Historicamente a primeira linha de bondes santista começou a funcionar em 9 de outubro de 1871 e ia do Centro à Barra. No dia 23 de setembro do ano 2000, por volta das 16h30, mais de 3 mil pessoas puderam assistir a uma reinauguração do serviço de bondes da cidade, o Bonde Turístico do Centro Histórico de Santos começou a circular, ligando a Praça Mauá a Rua Cidade Toledo.

Dirigido por motorneiros e condutores que trabalharam na época áurea dos bondes, o veículo circula graciosamente pelo trajeto escolhido a dedo pela prefeitura municipal.

Bonde no passado
 

Selecionados pelo “Projeto Vovô Sabe Tudo”, da Secretaria de Ação Comunitária e Cidadania (Seac), Adhemar Erico do Nascimento, de 64 anos, Aderbal de Godoy, de 70 anos e José Soares Fontes, de 73 anos, atuam como instrutores do Bonde Turístico. “Estou muito feliz, depois de 30 anos, voltar a subir num bonde de verdade para contar a sua própria história”, afirma Aderbal, que foi motorneiro por 16 anos.

Passando por pontos turísticos conhecidos como: a Inglesinha - Valongo, a Casa Rosa - Bolsa do Café, a Praça Barão do Rio Branco, a Buck Jones - Praça Mauá e a Paulista - Praça Rui Barbosa, o city tour ainda inclui o paço municipal, a Igreja do Rosário, a Casa da Frontaria Azulejada, O panteão dos Andradas, a Igreja do Carmo e a rua XV de Novembro.

Para conhecer melhor a história desse meio de transporte a Prefeitura de Santos e a Fundação Arquivo e Memória de Santos promovem exposições, periodicamente, com painéis de fotos que retratam os trajetos, tipos de veículos, processos evolutivos e a época dos bondes, mas é indiscutível que a forma mais deliciosa de fazer essa volta no tempo é embarcar no Bonde Turístico e ouvir as histórias de seus motorneiros.

Conheça mais:

- Centro Histórico de Santos

- Bonde Turístico do Centro Histórico de Santos

Funciona de Terça a Domingo, das 11h00 às 17h00.

Partida da Praça Mauá no Centro. Bilhete: R$1,00.

Agendamento para grupos pelo telefone (13) 3201 8000.

A linha não é operada às segundas-feiras, dia reservado para serviços de manutenção. É cobrado R$ 1,00 pelo passeio convencional, que poderá ser realizado das 11 às 17 horas.

- Porto de Santos

Companhia Docas do Estado de São Paulo - CODESP

Avenida Rodrigues Alves, s/nº - Macuco - Santos, São Paulo, Brasil
CEP 11015-900
Telefone: (13) 3234 7000
Fax: (13) 3222 3068

- Museu do Café - Bolsa Oficial
do Café


Rua XV de Novembro nº 95 Centro
Santos | SP
Telefone: (013) 3219 5585
Email

- Fundação Arquivo e Memória
de Santos


Rua Visconde do Rio Branco, 48
Centro Histórico – Santos
CEP: 11013-030
Telefone: (13) 3223-7090
E-mail











Texto: Heloísa Gonçalves Pinto.
Fotos: Prefeitura de Santos
(Secretaria de Comunicação Social
- seção de fotografia) e OPY Imagens
 
 
CURIOSIDADES
 
DICAS EM SANTOS
Por Luis Carlos Negri*
   
Cidade litorânea ao lado da Serra do Mar e um pulinho de São Paulo. Você sabia que não é só de praia que vive o turismo santista? Tem muito mais para se ver na baixada santista. O Mont Serrat, foi cartão de visitas da cidade por muito tempo, a vista que se tem do alto do morro é alguma coisa fora do comum e o passeio no trem funicular é
uma volta no tempo. O Museu da Pesca é tão lindo quanto o aquário e a importância da Bolsa do Café, na história da cidade e do país faz no turismo um ponto obrigatório para quem está lá só para nadar no Atlântico. Aproveite para passear no bonde, todo restaurado.

 
Bolsa do Café

Bonde

Funicular Mont Serrat
 
Capela do Mont Serrat

Funicular Mont Serrat
     
* Delegado Regional de Campinas do SINDEGTUR-SP e Guia e Técnico de Turismo, registrado no Ministério do Turismo


I Trinarte – Festival Nacional na Trilogia das Artes

A cidade de Santos sedia o primeiro Trinarte – Festival Nacional na Trilogia das Artes que promove apresentações de dança, música e coral com eixo voltado para a atividade didática. O I Trinarte ainda oferece workshops gratuitos para quem se inscreve no evento, além de projetos comunitários, palestras, debates e apresentações de trabalhos acadêmicos.

A noite que abre o festival será marcada pelo cerimonial que homenageia os responsáveis pela competição. Após a solenidade será apresentado o espetáculo Trilogia; por fim, haverá apresentações competitivas em três categorias: dança, música e coral.

A mostra competitiva acontece de 3 de julho a 1º de agosto de 2009. Sendo que a expectativa dos organizadores é de que o festival atraia mais de 25 mil pessoas.


Serviço

I Trinarte
Local: Espaço Trinarte
Rua Cincinato Braga, 01
CEP: 11075-310
Marapé – Santos – SP

 
HISTÓRIA
 
 

O processo de formação do município de Santos está vinculado à cidade de São Vicente, tanto pelo aproveitamento de recursos quanto pela colonização de suas terras.

Em 1532, Brás Cubas chegou, ao lado setentrional da Ilha de São Vicente, à sesmaria recebida por doação de Martim Afonso de Souza, que compreendia as terras em torno do Monte Serrat, então Outeiro de São Jerônimo.

Já havia um pequeno povoamento na margem do canal, próximo ao ponto onde se divide em dois braços - um para o nordeste formando a Barra da Bertioga, e outro para o sul formando a Barra Grande de Santos -, nas terras chamadas pelos índios de Enguaguaçu (baía grande).

Em 1540, após receber uma segunda doação, Brás Cubas se instalou com seus irmãos na Ilha Pequena (atual Ilha Barnabé), na foz do Rio Jurubatuba, iniciando a cultura de cana-de-açúcar, atividade que seria de grande  importância para a economia da Colônia.

No mesmo ano, tambémconseguiu do capitão-mor de São Vicente a transferência do antigo porto (situado na foz do Rio Santo Amaro) para o lagamar do Enguaguaçu, na direção do Outeiro de Santa Catarina.

No sopé do outeiro acabava de ser construída uma capela consagrada à santa, já cercada por algumas casas, e, no novo porto, passaram a ancorar embarcações de todos os calados. O núcleo, que crescia rapidamente, ficou conhecido como Povoado do Porto de São Vicente.

Em 1543, Brás Cubas iniciou a construção conjunta de uma igreja e do primeiro hospital do Brasil, criando a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Todos os Santos.

Como em Lisboa já havia um hospital chamado “Todos os Santos”, abreviou-se o nome para Santos. Em 19 de janeiro de 1545, investido das funções de capitão-mor, Brás Cubas concedeu o foral de vila à povoação que fundara, com o nome de Vila do Porto de Santos.

Durante o período colonial, a vila foi marcada por inúmeros ataques de piratas - o principal deles, em 1591, sob as ordens do corsário inglês Thomas Cavendish - e pela ação de

 

diferentes ordens religiosas que aumentavam o número dos conventos e igrejas locais para reforçar seu trabalho de evangelização.

Além dos jesuítas que ensinavam em um colégio de São Vicente desde 1549, e caminhavam pelo litoral catequizando os indígenas, registrou-se a chegada dos primeiros carmelitas em 1580, a instalação dos beneditinos no Morro do Desterro em 1650, e o início da construção de um convento e de uma igreja na área do Valongo pelos franciscanos em 1641.

A vila, que recebeu foros de cidade em 26 de janeiro de 1839, teve seu desenvolvimento atrelado à atividade portuária, intensificada com a exportação e a importação – sobretudo a partir de meados do século XIX, com o auge da cultura do café no interior do Estado.

A comunicação com o porto de Santos foi sempre considerada estratégica, tanto pela cidade de São Paulo quanto por diversas cidades do interior do Estado.

Dessa forma, a antiga trilha dos tupiniquins, transformada em caminho percorrido por tropas de muares e viajantes, foi substituída, no final do XVIII, por outro calçado de pedras e com melhoramentos, a Calçada de Lorena.

Em 1866, inaugurou-se o primeiro trecho da ferrovia a vencer a Serra do Mar, a São Paulo Railway, que manteria o monopólio do transporte ferroviário para Santos até 1937, com a abertura da ligação Mairinque-Santos da Estrada de Ferro Sorocabana.

Em 1922, o governo de Washington Luís deu inicio à construção do Caminho do Mar, primeira ligação rodoviária entre Santos e São Paulo. Posteriormente, em 1947 foi inaugurada a Via Anchieta.

Como toda cidade portuária importante, Santos sempre teve contato estreito com o resto do País e do mundo. Além de ter desempenhado papel relevante nos movimentos em prol da independência da colônia e mais tarde da Proclamação da República, lá fervilharam, desde 1869, as idéias abolicionistas.

 
Fonte: Fundação SEADE - 2006
 
GASTRONOMIA
 
Aguardando receitas típicas ou tradicionais desta cidade.
 
HINO

 

I
Santos
Céu azul... uma ilha encantada
que nos prende e enfeitiça
como magia de fada
Santos
Tradição, fidalguia.
Os seus dotes são tantos
de trabalho, de amor e poesia

Bis

II
O seu passado é de glória
com tantos filhos na História
Terra adorada e benquista,
graças a Deus eu sou santista

Bis

III
Santos doou liberdade
Sempre ensinou caridade
Terra grandiosa e otimista
graças a Deus eu sou santista

 
 
BENS TOMBADOS
   
 

BOLSA OFICIAL DO CAFÉ

Rua Quinze de Novembro, esquina com a Rua Frei Gaspar
Processo: 00421/74     
Tomb.: Res 36 de 22/9/81    
D.O.: 23/9/81
Livro do Tombo Histórico:
Inscrição nº 157, p. 34, s.d.

A Bolsa do Café foi criada pela Lei Estadual no 1416, de 14/7/1914,  para atender ao grande movimento comercial do café na cidade de Santos, em função da expansão ferroviária e do escoamento do produto para o exterior através do seu porto. Até 1929, as atividades na Bolsa de Santos foram intensas mas, acompanhando a crise mundial, entrou em declínio, culminando com o seu fechamento em 1937.

Projetado pela Companhia Construtora de Santos, sob a direção do engenheiro Roberto Simonsen, o edifício, em estilo eclético, foi concluído em 1922. Na construção empregou-se o mármore de Carrara no piso, vitrais coloridos e painéis pintados por Benedito Calixto.

Fonte: Kátia Maria Abud

CASA DE CÂMARA E CADEIA

Praça dos Andradas, s/n
Processo: 00360/73     
Tomb.: ex-officio em 11/12/74
Tomb.: Iphan em 12/5/59
Livro do Tombo Histórico :
Inscrição nº 90, p. 10, 12/12/1974

A cidade de Santos foi fundada, em 1543, por Brás Cubas, em terras de sesmarias doadas a Martim Afonso de Souza por D. João III, no local conhecido como Porto de São Vicente. Foi elevada à categoria de cidade em 26/1/1839. Neste mesmo ano iniciou-se a construção da Casa de Câmara e Cadeia que foi concluída apenas trinta anos depois, devido a contratempos em decorrência das guerras do Uruguai e Paraguai. Em 1869, instalou-se no edifício a Câmara de Santos, lá funcionando por 25 anos e, um ano depois, no pavimento térreo, a cadeia, com oito prisões.

Isolada na quadra, sua construção, em pedra e cal, é assobradada na parte frontal e térrea nos fundos. A sua planta se desenvolve em torno de um pátio interno e é simétrica em relação ao seu eixo longitudinal.

Fazem parte do tombamento a praça fronteira e o arvoredo ao redor.

Fonte: Processo de Tombamento

CASA COM FRONTARIA AZULEJADA

Rua do Comércio, 94, 96 e 98
Processo: 22046/82     
Tomb.: ex-officio em 12/5/82
Tomb.: Iphan em 3/5/73
Livro do Tombo Histórico:
Inscrição nº 220, p. 62, 19/1/1987

O sobrado foi construído em 1865 para abrigar a Casa de Comércio Ferreira Netto e Companhia, além de servir como residência e armazém.

Com planta em forma de “U”, a sua construção é em pedra, os pisos e forros em madeira e as paredes internas do tipo francesa. A elevação principal, de influência neoclássica, foi inteiramente azulejada por Luís Antônio da Silva Guimarães, sócio do comendador Ferreira Netto.

Somente a fachada do edifício foi restaurada, encontrando-se o seu interior, sem cobertura.

Fonte: Maria da Glória Amarante Torres Lima

CASA DO TREM

Rua do Tiro, 11, esquina com a Rua Visconde do Rio Branco
Processo: 00293/73     
Tomb.: ex-officio em 1/12/80
Tomb.: Iphan em 19/2/40
Livro do Tombo Histórico:
Inscrição nº 142, p. 26, 29/5/1981

A Casa do Trem foi construída em 1734, data constante em seu frontispício. Tinha por objetivo a guarda de material bélico utilizado pelos fortes para a defesa do Porto de Santos e da Capitania.

No final do século XIX, o uso do edifício foi substituído pelo de escola e, em 1948, passou a sediar o Tiro de Guerra. Atualmente é utilizado para fins sociais.

Edificada em dois pavimentos, o acesso ao superior se dá através de uma escada lateral externa, com o patamar de chegada protegido por uma pequena cobertura de três águas. Um pequeno beiral, do tipo beira-saveira, finaliza a cobertura em quatro águas, com telhas do tipo capa e canal. Sua construção é em pedra e cal, técnica usual no litoral.

Fonte: Arquivo Condephaat

CASARÃO DO VALONGO

Largo Marquês de Monte Alegre, s/n
Processo: 00429/74     
Tomb.: Res. 4 de 03/02/83     
D.O.: 04/02/83
Livro do Tombo Histórico:
Inscrição nº 209, p. 57, 9/2/1983

Em meados do século XIX, o comendador Ferreira Netto construiu, próximo à Estação Ferroviária, o edifício conhecido como Casarão do Valongo.

A edificação, dois blocos com três pavimentos interligados por um corpo central, foi erguida em etapas: na primeira, em 1867, construiu-se o bloco voltado para a Rua Tuiuti; na segunda, o bloco voltado para a Rua do Comércio, concluído pelo sócio do comendador, Luís Guimarães, em 1872. No início do século XX, nele se instalaram a prefeitura e a Câmara Municipal.

Atualmente pouco resta da edificação, em razão de incêndios que a acometeram no início da década de 1980 e em 1994.

Fonte: Processo de Tombamento

CONJUNTO DE OBRAS DO PLANO DE SANEAMENTO DA BAIXADA SANTISTA DE AUTORIA DO ENGENHEIRO FRANCISCO SATURNINO RODRIGUES DE BRITO

(Canais; Passeios que ladeiam os canais e elementos do projeto original para circulação e proteção dos pedestres; Estações Elevatórias; Palácio Saturnino de Brito)
Processo: 40224/00      
Tomb.: Res. SC 23 de 16/06/06   
D.O.: 21/06/06
Livro do Tombo Histórico:

A obra de Saneamento da Baixada Santista de Saturnino de Brito, inaugurada em 25 de abril de 1912, consistia na construção de canais para drenar o solo, direcionando as águas pluviais para o mar, juntamente com um sistema de descarga e tratamento dos despejos, que, por meio da Ponte Pênsil, em São Vicente, também parte integrante do seu plano, eram direcionados para o emissário de Itaipu. Baseado nos conceitos de Camilo Sitte, prevendo a ordenação estética da paisagem, através de um sofisticado desenho viário, com avenidas arborizadas, praças e jardins públicos, o plano marca de modo decisivo a estrutura urbana de Santos e São Vicente, até os dias atuais.

Fonte: Processo de Tombamento

CONJUNTO DE SANTO ANTÔNIO DO VALONGO

Largo Marquês de Monte Alegre, 13
Processo: 22391/82  
Tomb.: Res. SC 44 de 28/9/95  
D.O.: 28/10/95
Livro do Tombo Histórico:
Inscrição nº 318, p. 80, 31/1/1996

Na primeira metade do século 17, a área do Valongo foi escolhida para a implantação do Convento da Ordem dos Franciscanos, acrescido, no século 18, da Igreja de Santo Antônio do Valongo, em alvenaria de pedra, um dos dos raros exemplares da arquitetura deste período, em estilo barroco. Com esta construção, parte do Convento foi demolida, embora ainda se conservem o claustro e inúmeras dependências.

O tombamento incidiu sobre a Igreja de Santo Antônio do Valongo e anexos conventuais, Capela e demais instalações da atual Ordem Franciscana Secular.

Fonte: Processso de Tombamento

IGREJA DA ORDEM TERCEIRA DE NOSSA SENHORA DO CARMO

Praça da República
Processo: 00358/73     
Tomb.: ex-officio em 9/9/81
Tomb.: Iphan em 9/5/40 e 24/3/41
Livro do Tombo Histórico:
Inscrição nº 110, p. 15, 11/10/1975

A construção da Igreja de Nossa Senhora do Carmo deu-se provavelmente em meados do século XVIII.

A igreja apresenta portada e frontão curvilíneos, com óculo central e três janelas na altura do coro. Internamente, são destaques uma pia de granito, de 1710, e as pinturas de Benedito Calixto. Havia ainda um retábulo, da segunda metade do século XVIII, entalhado em madeira, no altar-mor, que foi totalmente destruído por um incêndio em 1941. A torre sineira central, com revestimentos tanto em cantaria quanto em azulejos, em quatro pavimentos, separa os frontispícios das igrejas da Ordem Terceira e da Ordem Primeira. As duas possuem características semelhantes, embora a da Ordem Primeira seja um pouco maior.

Fonte: Julita Scarano

IGREJA E MOSTEIRO DE SÃO BENTO

Morro de São Bento
Processo: 00357/73     
Tomb.: ex-officio em 13/8/79
Tomb.: Iphan em 18/3/48
Livro do Tombo Histórico:
Inscrição nº 30, p. 3, 5/4/1971

A fundação do Mosteiro de São Bento de Santos data de 1650. A área para a instalação dos edifícios foi doada à instituição por Bartolomeu Fernandes Mourão, cabendo ao abade frei Gregório de Magalhães a autoria do projeto e a construção do Mosteiro, que também seria utilizado como hospedaria para os monges em seus deslocamentos entre o litoral e o planalto. Serviu de residência ao célebre historiador setecentista frei Gaspar da Madre de Deus.

Construída em alvenaria de pedra, a igreja mantém as mesmas características adquiridas na reforma de 1725. Em seu interior, destaca-se o altar-mor, datado de 1817,  cuja autoria é atribuída ao frei Jesuíno de Monte Carmelo.

Em 1970, foi restaurada, pelo Iphan e Condephaat, para a instalação do Museu de Arte Sacra.

Fonte: Arquivo Condephaat

MUSEU DE PESCA

Avenida Bartolomeu Gusmão, 192
Processo: 25628/87     
Tomb.: Res. SC-40 de 2/4/98     
D.O.: 7/4/98
Livro do Tombo Histórico:
Inscrição nº 321, p. 81, 26/8/1998
   
Implantado no sítio do antigo Forte Augusto, também conhecido como Forte da Estacada, da Trincheira e do Castro, o edifício do Museu de Pesca, construído entre 1907 e 1909 sob a supervisão do capitão-tenente Garcês Palha, serviu originalmente para abrigar a Escola de Aprendizes-Marinheiros. Em 1931, a escola foi desativada por determinação do governo provisório e, no ano seguinte, utilizado pelo Instituto de Pesca Marítima.

O edifício, de propriedade da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, construído em alvenaria de tijolos, sobre fundação em alvenaria de pedra e cal e abobadilhas em concreto ciclópico, possui dois pavimentos, cobertos com telhas de Marselha. O piso é em assoalho, sobre barroteamento de madeira no térreo e, no superior, sobre perfis metálicos, com exceção ao hall de entrada, em mármore.

O imóvel sofreu intervenções em 1974 e 1988. Em 1996, as obras de restauração foram retomadas, encontrando-se, no momento, em fase de conclusão.

Fonte: Vitor Campos

OUTEIRO DE SANTA CATARINA

Rua Visconde do Rio Branco, 48
Processo: 24317/85     
Tomb.: Res. 07 de 9/4/86     
D.O.: 10/4/86
Livro do Tombo Histórico:
Inscrição nº 250, p. 66, 22/1/1987

O Outeiro de Santa Catarina foi doado pelo capitão-mor Antônio de Oliveira a Pascoal Fernandes e Domingos Pires que, posteriormente, venderam a Brás Cubas que pretendia construir um ancoradouro. Neste local, a partir de 1543, inicia-se o desenvolvimento da povoação de Santos.

Por volta de 1880, sobre as rochas remanescentes do antigo outeiro, o médico italiano João Éboli mandou construir um prédio que lhe serviria de residência. Trata-se de uma casa urbana em estilo medieval, lembrando um castelo, com um  pavimento elevado, sobre dois mais simples utilizados como depósitos. Destaca-se nesta construção, em alvenaria de tijolos, o terraço externo localizado na altura do pavimento superior, apoiado sobre abóbadas de berço.

Fonte: Processo de Tombamento

RUÍNAS DO ENGENHO DO RIO QUILOMBO

Vale do Quilombo
Processo: 00382/73     
Tomb.: Res. de 18/3/74     
D.O.: 19 e 20/3/74
Livro do Tombo Histórico:
Inscrição nº 79, p. 8, 20/2/1974

O Engenho do Rio Quilombo localizava-se na região antigamente denominada Serra de Taperovira, atualmente conhecida por Quilombo. Nesta região surgiram muitas fazendas, algumas delas voltadas para a produção da cana-de-açúcar. Não se conhece o período de construção do Engenho do Rio Quilombo.

Entre as ruínas remanescentes deste engenho, destacam-se os muros de pedra entaipada, os pilares de um aqueduto e fragmentos de rodas d'água, indicando ter sido este engenho do tipo real, ou seja, movido à água e de grandes proporções. Um cemitério foi localizado nas proximidades, sugerindo a existência de um contingente significativo de pessoas habitando a área.

Fonte: Arquivo Condephaat

RUÍNAS DO ENGENHO DOS ERASMOS

Morro do Marapé - Bairro da Candelária
Processo: 00362/73     
Tomb.: ex-officio em 11/12/74
Tomb.: Iphan em 2/7/63
Livro do Tombo Histórico:
Inscrição nº 89, p. 10, 11/12/1974

Trata-se do primeiro engenho de açúcar construído no Brasil por iniciativa de Martim Afonso de Souza, donatário da Capitania de São Vicente, juntamente com Jan Van Hielst, Francisco Lobo e Vicente Gonçalves, que constituíam a Sociedade Armadores do Trato. Em 1533, o Engenho do Governador, como era denominado, iniciou suas atividades e, entre 1557 e 1603, passou a pertencer à firma Erasmo Schetz e Filhos, de Antuérpia, ocasião em que seu nome foi mudado para São Jorge dos Erasmos.  Desde 1958, por doação, pertence à Universidade de São Paulo.

Um grande incêndio, ocorrido no início do século XVII, destruiu boa parte das suas instalações. O partido arquitetônico era de modelo açoriano, do tipo real, com a utilização de plataformas sucessivas para vencer as diferenças de nível, acesso alpendrado e todas as instalações dispostas sob um mesmo teto.

Fonte: Processo de Tombamento

TEATRO COLISEU

Rua Amador Bueno, 237
Processo: 22273/82     
Tomb.: Res. SC 29 de 19/12/89     
D.O.: 20/12/89
Livro do Tombo Histórico:
Inscrição nº 290, p. 74, 6/7/1990

O Teatro Coliseu foi inaugurado em 21/6/1924 para um público de 2.300 pessoas, em meio a grande festividade. O projeto é de João Bernils e, o construtor, Ciriaco Gonzalez.  Em 1967, foi demolida a parte dos fundos para a construção de um posto de gasolina,  iniciando o processo de deterioração. No início da década de 1980, foi utilizado como cinema e, apenas ocasionalmente, como teatro. Funcionavam ainda em suas dependências um cartório, farmácia e sede social de um clube.

O edifício é em estilo eclético, neoclássico, embora também existam elementos do art-deco, como as escadarias e sanitários e, em art-nouveau, as luminárias, portas e mobiliário. Em sua construção foram utilizados materiais importados, como era comum na época.

Fonte Processo de Tombamento

VALE DO QUILOMBO

Km 66 da Estrada Piaçaguera - Guarujá ou km 8 da Estrada Cubatão-Guarujá
Processo: 25050/87     
Tomb.: Res. SC 60 de 22/10/88     
D.O.: 26/10/88
Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico:
Inscrição nº 20, pp. 305 e 306, 8/6/1989

O Vale do Rio Quilombo, com seus 66,7 km², localiza-se no município de Santos. Geograficamente, é ladeado pelos vales dos Rios Mogi e Jurubatuba. Situado no centro intermediário da região de intensas atividades econômicas e elevadas taxas de concentração populacional, apresenta um privilegiado posicionamento. Nesta região, o vale é a única área ainda recoberta por vegetação nativa na quase totalidade de sua bacia hidrográfica. Isso se deve, em grande medida, à barreira natural de seus espigões que, separando-o da vizinha e agonizante Bacia do Rio Mogi, o resguarda dos efeitos devastadores da poluição atmosférica e hídrica oriunda do complexo industrial de Cubatão.

A área tombada situa-se abaixo da cota altimétrica de 100 m e se estende até o traçado atual da rodovia, entre as coordenadas UTM 7.366,00-7.360,50 kmN e 368,00-362,00 kmE.

Fonte Processo de Tombamento
 
 
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