ORIGEM DO NOME DA CIDADE
   
A origem do topônimo está ligada a João Ramalho, que fundou o povoado de Santo André, na região então conhecida como “à borda do campo”. O nome foi escolhido em homenagem ao padroeiro dos barcelinhos, da freguesia de Barcelos, em Portugal.

• Distrito: Paranapiacaba:
Do tupi paranã-epiaka-aba
paranã,  mar, epiaka, ver e aba lugar.
 
 
 
 
DESTAQUE
 
 
CORREIOS HOMENAGEIAM PARANAPIACABA COM SELO
     

A Vila ferroviária de Paranapiacaba recebe homenagem do Ministério das Comunicações e da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos com o lançamento de selo.
Com o título “Vila inglesa de Paranapiacaba, o paraíso no Sul de São Paulo”, o selo foi elaborado pelo artista mineiro Darlan Rosa e impresso pela Casa da Moeda do Brasil. Para a elaboração, o artista se utilizou das técnicas de desenho e computação gráfica.
A nova série, com tiragem de 300 mil exemplares, circulará no Brasil e no exterior.
O selo mostra locomotiva a vapor em movimento sobre fundo na cor verde,representando a Mata Atlântica, e vista parcial da vila inglesa de Paranapiacaba, localizada a cerca de 30 km do Centro de Santo André com suas casas e alojamentos em estilo inglês.

 

Selo homenagiando Paranapiacaba.








Texto: Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Santo André

 

FESTIVAL DE INVERNO DE PARANAPIACABA

     

O Festival de Inverno de Paranapiacaba foi criado em 2001, momento em que foi instalada a subprefeitura da vila. Na ocasião, o evento atraiu 12 mil pessoas – número irrisório se comparado aos 110 mil que compareceram à edição de 2008. O festival acontece todos os anos, no mês de julho, e é o principal evento do calendário de atividades da vila.

Festival atraiu 110 mil pessoas para a vila em 2008

Já passaram pelo palco de Paranapiacaba nomes importantes da música nacional, tais como Lenine, Hermeto Pascoal, Tom Zé, a banda Mundo Livre S/A, Raul de Souza e muitos outros.

O festival completou a 8ª edição em 2008 recebendo cerca de 110 mil pessoas. Foram oferecidas mais de 100 atrações durantes os três finais de semana em que o evento aconteceu. O ecoturismo é um dos temas mais ressaltados durante a festa, segundo a proposta dos organizadores.

Não são apenas os artistas famosos que se apresentam na festa, personagens populares também têm espaço

Os destaques da abertura, em 12 de julho, foram os shows de Seu Jorge e Mariana Aydar; o Clube do Balanço

 

fechou a programação do primeiro dia.

Os ingressos foram distribuídos gratuitamente duas horas antes dos shows, que aconteceram no Espaço Viradouro.  A procura no dia 12 foi tamanha que a fila começou a se formar três horas antes do evento – cada pessoa teve direito a retirar dois ingressos.

Encontro de culturas no festival: artesanato e música indígenas

No dia 20 de julho, Zeca Baleiro foi a atração principal, sendo que a festa alcançou recorde de público num só dia de evento: 26 mil pessoas aproveitaram as atrações no segundo domingo de festival. Além dos shows, o Festival de Inverno de Paranapiacaba oferece cinema, teatro, exposições e culinária.

Atores nas ruas da cidade




Texto: Daniella Cornachione
Fotos: Nathalia Lopes Golvêa

 
VILA INGLESA NA SERRA DO MAR
     

Apesar de Paranapiacaba ser distrito administrativo de Santo André, foi graças ao seu território que houve interesse na atual formação do município. Inicialmente ocupado em 1553, Santo André ficou esquecido por mais de três séculos, tendo apenas em 1861 sua importância restituída.

Relógio inglês da Johnny Walker
- London

Com o crescimento agronômico do período, os barões do café movimentavam a economia e faziam o Estado de São Paulo crescer como nunca, havendo cada vez mais interesse em criar rotas alternativas para o escoamento da produção paulista.

Construída entre 1862 e 1867, a São Paulo Railway - SPR foi a primeira estrada de ferro em solo paulista e visava ligar o interior ao mar, pela linha Jundiaí - Santos. Tendo como um de seus maiores acionistas o lendário Barão de Mauá, importante personalidade que atuou como empresário, industrial, banqueiro e político brasileiro, não demorou para que sua expansão chegasse ao ABC Paulista.

Maria Fumaça funcionando na vila

Situada em local estratégico, Paranapiacaba, que quer dizer "lugar de onde se avista o mar", já havia sido reconhecida pelos índios como uma das melhores trilhas para o litoral muito antes do início da colonização. Como, no período anterior à colonização, a região voltou a ser caminho certo para a Baixada Santista, em 1874 foi inaugurada pela SPR, a Estação Alto da Serra que trouxe junto a si a necessidade da formação de uma vila ferroviária, a Vila de Paranapiacaba.

A vila caracterizada pela arquitetura fundamentalmente inglesa, que assim como Londres é agraciada pelo fog, um nevoeiro espesso, que chega quase até o chão, faz parte de um cenário excepcional. Envolta por uma paisagem deslumbrante de Mata Atlântica em estado natural, ainda hoje mantém parte da arquitetura trazida pela SPR, o que evidencia a predestinação de cada uma de suas construções.

O Castelinho

Separada hierarquicamente, a vila abrigava a residência do engenheiro-chefe, também conhecida como “O Castelinho”, atual Museu do Castelo. Localizada no alto de uma colina entre a Vila Nova e a Vila Velha, a residência possui uma vista privilegiada de toda a vila ferroviária. Construída por volta de 1897, é uma obra imponente que simboliza a liderança inglesa sobre a população local, podendo ser vista de qualquer ponto da vila.

Abaixo dela estavam todas as outras casas, a começar pelas dos engenheiros, grandes e avarandadas, construídas em madeira, com plantas baixas individualizadas. Tais plantas foram utilizadas mesmo após a chegada da Rede Ferroviária Federal – RFFSA, havendo apenas a substituição da madeira pela alvenaria. Em seguida vinham as casas dos chefes da estação, construções geminadas de duas moradias, só então as ocupadas por ferroviários. Eram divididas entre os que tinham família, geminadas de quatro residências, e as para solteiros, conhecidas como barracões, alojamentos que possuíam de dez a vinte quartos.

Com o final da era aurea da ferrovia, causada pela hipervalorização dada às estradas por JK, Paranapiacaba passou a sofrer com o total abandono de seu patrimônio histórico, o que fez com que durante anos a maior parte das construções fosse mantida fechada e sem reparos. Em alguns momentos surgiram ações de reconstituição e preservação, mas nenhuma delas perpetuou-se o suficiente para trazer

 

o merecido status turístico à Vila.

Turismo


Alguns anos atrás a Prefeitura Municipal de Santo André se conscientizou da importância de seu distrito administrativo e passou a investir na restauração da única vila ferroviária remanescente no país. A iniciativa rendeu palavras elogiosas por parte do presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, que afirmou: “Estou impressionado com a gestão do patrimônio de Paranapiacaba. Hoje a maioria dos imóveis está aberta, em uso e recuperados ao contrário da última vez que estive aqui, em 1989, quando a maioria dos imóveis estava fechada. Hoje saio de Santo André entusiasmado em ajudar a Prefeitura no que for possível para o retorno do trem”, referindo-se à máquina “Litorina”, que encontra-se num pátio ferroviário de Belo Horizonte, em Minas Gerais.

Residência restaurada hoje é Centro de Visitantes

Graças às iniciativas municipais, o turismo em Paranapiacaba tem se expandido ano após ano. No mês de abril acontece a Copa Paulista de Trekking e em julho o Festival de Inverno de Paranapiacaba, uma das principais atrações locais que traz músicos, espetáculos teatrais, brincadeiras e as mais variadas delicias gastronômicas.

Festival de Inverno

Os passeios pedagógicos são outra opção de lazer, onde são oferecidos inúmeros roteiros como, por exemplo, o trajeto de 1 km em uma locomotiva do século XIX, a terceira mais antiga do país. Dois dos mais importantes museus de Paranapiacaba são o do Castelinho e o do Funicular, mas ainda é possível visitar o pátio ferroviário da vila, que até hoje está repleto de vagões, máquinas e locobreques, tracionado por cabos, o locobreque era responsável por empurrar os vagões que ficavam na frente da máquina durante as subidas de aclives e segurar os vagões que ficam atrás da máquina durante a descida de declives. O Museu do Castelinho ou Museu Ferroviário exibe uma infinidade de peças e utilitários históricos da ferrovia inglesa no país, enquanto o Museu do Funicular possui um sistema funicular, via férrea destinada a subir e descer fortes declives e cujos vagões vão presos a um cabo trator, único no mundo. Ainda é possível fazer visitas monitoradas aos reservatórios ingleses do século XIX e todo o sistema de abastecimento de água da vila.

Além dos atrativos naturais da Mata Atlântica local, que vão das trilhas em mata nativa às cachoeiras, rios, lagos e a deslumbrante vista da Serra do Mar, ainda é possível praticar esportes mais radicais como trekking na trilha Raiz da Serra, arborismo e canoagem no Parque Natural Municipal Nascente de Paranapiacaba, rapel e tirolesa na Pedreira de Rio Grande da Serra ou até mesmo o rapel com queda de 130m à 150m, na Cachoeira da Fumaça.

Aventura na Mata Atlântica

Links para saber mais sobre o assunto:

Prefeitura Municipal de Santo André

Guia Paranapiacaba

Paranapiacaba Ecoturismo

Passeio de Maria Fumaça

Federação Paulista de Enduro a Pé
e Trekking


Texto: Heloísa Gonçalves Pinto
Fotos: Júlio Bastos - PMSA

 
CURIOSIDADES
 
Aguardando histórias e curiosidades.
 
HISTÓRIA
 
 

Embora a criação do município de Santo André seja relativamente recente, a formação e a ocupação de seu território começaram no início do processo de colonização de São Paulo.

As referências históricas, entretanto, ressaltam duas épocas distintas. A mais remota refere-se à antiga vila de Santo André da Borda do Campo que, apesar da breve existência (1553-1560), teve papel fundamental na história do planalto.

Instalada por João Ramalho, localizava-se entre São Paulo e as matas da Serra do Mar, em uma região cortada pelo caminho primitivo dos índios e meio estratégico para se chegar ao litoral.

Os conflitos entre João Ramalho, os fundadores de Piratininga e os padres jesuítas causaram a extinção da vila de Santo André da Borda do Campo por Mem de Sá (governador-geral do Brasil).

Seus habitantes foram transferidos para os campos de Piratininga, junto ao Pátio do Colégio, onde foi reerguido seu novo pelourinho.

A antiga vila permaneceu, assim, em completo abandono até que um grupo de itinerantes, chefiado por Antônio Pires Santiago, construísse uma capela em honra de Nossa Senhora da Conceição da Boa Viagem, criando um novo núcleo populacional, que depois formaria a cidade de São Bernardo do Campo.


A formação de Santo André atual, por sua vez, aconteceu no século XIX, com

 

a passagem da Estrada de Ferro São Paulo Railway, em 1861, e a criação do primeiro povoado da cidade, denominado Alto da Serra ou Vila de Paranapiacaba.

Seu centro histórico, propriamente dito, começou a se formar ao redor da estação ferroviária de São Bernardo em 1867. Toda essa região pertencia, na época, a São Bernardo do Campo e ganhou um grande impulso graças à inauguração de diversas estações locais, cujo papel era escoar a produção de café do interior para o litoral paulista.

Apenas em 14 de dezembro de 1910, quando foi criado o distrito com sede no povoado da estação de São Bernardo, retomou-se a denominação Santo André, menção à antiga vila quinhentista.

O bairro da estação, nesse momento, destacava-se como o principal pólo industrial do município de São Bernardo, atraindo fábricas de diversas modalidades e um operariado proveniente do interior do Estado.

A proximidade com a estação, as terras planas do vale do Tamanduateí e os estímulos fiscais contribuíram muito para o desenvolvimento de Santo André, que acabou se emancipando do município de São Bernardo em 30 de novembro de 1938.

 
Fonte: Fundação SEADE - 2006
 
GASTRONOMIA
 
  Aguardando receitas típicas ou tradicionais desta cidade.  
 
HINO

 

Santo André livre terra querida,
Forja ardente de amor e trabalho,
Em teu solo semeias a vida,
Em teus lares há pão e agasalho

Estribilho

Salve, salve, torrão andreense
Gigantesco viveiro industrial!
Teu formoso destino pertence
Aos que lutam por um ideal!

Três figuras de heróis bandeirantes:
Isabel, o cacique e o reinol
Constituíram os troncos gigantes
Das famílias paulistas de escol.

Estribilho

Se tu foste, no início, um castigo,
Hoje és benção dos céus sobre nós.
Santo André, o teu nome bendigo,
berço e tumba de nossos avós.

Estribilho

Eia pois, a caminho da glória,
Santo André do herói quinhentista!
Tu serás para sempre na história,
marco zero da história paulista!

Estribilho

 
 
O Hino a Santo André foi oficializado pela Lei Municipal nº 541, de 16 de fevereiro de 1950, com letra do Professor José Amaral Wagner e música de Luiz Carlos da Fonseca e Castro.
 
BENS TOMBADOS
   
 

COMPLEXO FERROVIÁRIO DE PARANAPIACABA

Vila de Paranapiacaba
Processo: 22209/82     
Tomb.: Res. 37 de 30/9/87     
D.O.: 3/10/87
Livro do Tombo Histórico:
Inscrição nº 276, p. 71, 18/7/1988

No Brasil, foi somente a partir da segunda metade do século XIX que se iniciou a implantação da maior parte das estradas de ferro, construídas basicamente com recursos ingleses.

Paranapiacaba é um núcleo com características urbanísticas e arquitetônicas peculiares, marcadas por influências inglesas. A Parte Alta de Paranapiacaba, tão antiga quanto o núcleo ferroviário, se desenvolveu, ao longo do tempo, prestando serviços à população local, configurando-se como um exemplo de implantação autônoma em contraposição à parte baixa, residencial, destinada aos funcionários da ferrovia.

O tombamento incluiu, além da Vila Ferroviária, a Parte Alta, ferrovia e acervo, paisagem envoltória, representativa do conjunto serrano da Serra do Mar, onde se encontram as bacias de drenagem formadoras do Rio Mogi e Rio Grande da Serra ou Jurubatuba, além das cabeceiras que abastecem o núcleo urbano. A área tombada situa-se entre as coordenadas UTM 7.372,00-7368,00 kmN e 363,00-370,00 kmE.

Fonte: Processo de Tombamento

HARAS SÃO BERNARDO

Avenida Taioca e Rua Ducin
Processo: 25054/86     
Tomb.: Res. SC 8 de 9/3/90     
D.O.: 10/3/90
Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico:
Inscrição nº 22, p. 306, 10/7/1990

O Haras São Bernardo ou Chácara da Baronesa é uma extensa área verde com cerca de 350.000 m², localizada entre os Córregos Taioca Antigo e Taioca, na divisa de São Bernardo do Campo.

Funcionou como local de criação de cavalos até o início da década de 70, quando teve que ser desativado, em virtude da poluição originária das indústrias petroquímicas da região. Após a sua desativação, foi vendido ao Inocoop, que no local pretendia construir um conjunto habitacional. Entretanto, a Lei de Zoneamento Municipal no 4951 de 1975 dificultou esta ação.

O tombamento do Haras se justifica pela importância ambiental da sua área verde, uma das únicas inseridas em região intensamente urbanizada. Destacam-se também diversos equipamentos construídos exclusivamente para a criação de cavalos: cocheiras, pistas de adestramento, etc.
Encontra-se localizada entre as coordenadas UTM 7.379,50-7.378,50 kmN e 344,00-343,00 kmE.

Fonte: Simone Scifoni, Luís Paulo M. Ferraz e Roberto Varjabedian
 
 
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