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ORIGEM DO NOME DA CIDADE
   
Salto (portuguesa): Em 16 de junho de 1698, o vigário da cidade de Itu, padre Felipe de Campos, inaugurou a capela em louvor a Nossa Senhora de Monte Serrat, que deu origem ao povoado Salto de Itu, referência a uma cachoeira próxima. Virou município em 15 de abril de 1890 e passou a ser chamada de Salto em 29 de dezembro de 1917.
 

Sua posição geográfica privilegiada, junto à queda d’água, foi fator decisivo para os primeiros investimentos fabris. Confira!


Salto faz parte do
Roteiro dos Bandeirantes

e do Caminho do Sol.


Conheça aqui os roteiros do Estado!

 
DESTAQUE
 

ROTEIRO DOS BANDEIRANTES

Por Jarbas Favoretto*
 

Este é um agradável Roteiro Turístico. As Agências de Viagens especializadas em excursões para o Interior Paulista já realizam passeios por ali nos últimos 30 anos.
Por outro lado, também, é um roteiro verdadeiro, por onde os nossos Bandeirantes percorriam há quase 400 anos.
Enfim, não é um daqueles “roteiros” que andaram criando no papel, de onde, aliás, não vão sair nunca! Pois, o destino dos “roteiros” feitos por quem não sabe o que está fazendo, ou por aprendizes de feiticeiros, de nada irá adiantar! Andou servindo apenas para aumentar o rol de mentiras de certos “chefetes” que passaram por nosso Governo. (Isola!)
OS DESBRAVADORES
Através de denodo, bravura e determinação, os desbravadores Bandeirantes foram os homens que deram o formato que o Brasil tem atualmente,
Roteiro dos Bandeirantes é o traçado por onde os desbravadores iniciavam suas caminhadas, depois de partir do que chamavam de “a Vila de São Paulo de Piratininga”.
Vá até a cidade de Porto Feliz e visite o porto de onde os Bandeirantes partiam. Principalmente, o “Caçador de Esmeraldas” Fernão Dias Paes Leme e o “Anhanguera” Bartolomeu Bueno da Silva.
ANHEMBY E ARARITAGUABA
O importante rio Anhemby (hoje, chamado Tietê) era navegável a partir da cidade de Salto. Os índios chamavam o lugar de Araritaguaba, por isso puseram o nome de Porto de Araritaguaba (hoje, Porto Feliz).

 

As grandes expedições de descobrimento dos Bandeirantes partiam dali e, também, as Monções (estas eram expedições comerciais e científicas, e podiam ser particulares ou oficiais). Por tudo isso, os lugares por onde passavam e paravam os Bandeirantes deram origem a cidades que se tornaram referências histórico-culturais para todo Brasil.
Igualmente a museus, fazendas, trilhas e caminhos dignos de ser explorados por desbravadores atuais Os turistas que precisam descobrir “a terra em que nasceram, e onde cantam os sabiás”.
APROVEITANDO A HISTÓRIA
Você pode conhecer de perto várias etapas do que chamamos o “Roteiro dos Bandeirantes”. As cidades mais importantes, no caso, são Porto Feliz, Salto, Tietê, Santana de Parnaíba, Araçariguama, Itu, Cabreúva e Pirapora do Bom Jesus.
Para cada uma dessas cidades é muito pouco ter apenas um dia para curtir. Aproveite, pois, para se instalar num dos bons hotéis que existem na região. São vários e para todos os bolsos.
Consulte um Agente de Viagens. Você pode fazer o seu roteiro da maneira que resolver inventar e ele faz todas as reservas necessárias e não vai custar mais por isso. Mas, procure visitar tudo a respeito nessas belas páginas da nossa história.
E, quando chegar até você a oferta de uma excursão para o Roteiro dos Bandeirantes organizada por uma especializada Agência Operadora aproveite mesmo. Você, com certeza, irá até repetir a viagem para a essa mesma região várias outras vezes.

 
* Presidente da Amitur - Associação dos Municípios
de Interesse Cultural e Turístico
 

 

 
 
CURIOSIDADES
 
Aguardando histórias e curiosidades.
 
HISTÓRIA
 
 

A região onde se insere a cidade de Salto está entre as primeiras no processo de penetração do território, desde a segunda metade do século XVI. Registros históricos dão conta da presença de uma aldeia dos índios guaianás ou guaianazes, do tronco Tupi-Guarani, nas imediações da cachoeira, à qual chamavam Ytu Guaçu, Salto Grande em língua nativa. Esses índios, assim como outros das margens do Tietê, foram repelidos ou aprisionados nas investidas das primeiras bandeiras paulistas, que os levaram para abastecer de mão-de-obra as roças nas vilas do planalto.

O rio Tietê foi, desde o início, indicador natural de caminhos para exploradores, missionários e autoridades coloniais. A cachoeira, hoje cercada pelo centro da cidade de Salto, aparece em mapa primitivo do governador espanhol Luís de Céspedes Xeria, nos primeiros anos do século XVII. Também ao seu redor a grande bandeira de Nicolau Barreto, em 1601, aldeou grande número de indígenas cativos. E foi a uma légua do salto que Domingos Fernandes e seu genro, Cristóvão Diniz, saídos de Santana de Parnaíba, fundaram o povoado de Nossa Senhora da Candelária do Ytu Guaçu, a atual cidade de Itu, em 1610.

Já no final do século XVII, o atual território de Salto era uma propriedade particular, o Sítio Cachoeira, parte de sesmaria da Capitania de São Vicente, adquirido pelo capitão Antônio Vieira Tavares (sobrinho do bandeirante Raposo Tavares) e de sua mulher, Maria Leite. O capitão obteve permissão para construir e mandar benzer uma capela em seu sítio, que o livrasse de ir a Itu para assistir missa. A bênção do templo e a primeira celebração deram-se em 16 de junho de 1698, data que é considerada como a de fundação da cidade de Salto. Por disposição testamentária, no ano de 1700, o casal fez a doação de suas terras, escravos e índios à Capela de Nossa Senhora do Monte Serrat. A localidade, com poucas casas e lavoura circundante, permaneceria por bom tempo na condição de bairro rural da vila de Itu.

Com o descobrimento de ouro em Cuiabá, no início do século XVIII, a região ituana funcionou como trampolim para aquelas regiões interiores da colônia. Nos seus arredores eram organizadas as monções, expedições fluviais que abasteciam de víveres as minas, levavam e traziam homens e garantiam o fluxo do ouro. Parte dos capitais gerados com a atividade mineradora foi aplicada na compra de terras, escravos negros, plantio de vastos canaviais e montagem de engenhos, a partir de meados do século XVIII. O povoado de Salto de Ytu, como então se chamava, passou a integrar o quadrilátero do açúcar (delimitado por Mogi-Guaçu, Jundiaí, Sorocaba e Piracicaba), a mais rica região produtora daquele produto em São Paulo, situação que se estendeu pela primeira metade do século XIX. Nesta altura, havia mais de quatrocentos engenhos de açúcar e aguardente em São Paulo, cem dos quais na região ituana.

Foi o capital acumulado com a lavoura da cana-de-açúcar e, em menor escala, do café e do algodão, que propiciou o despertar do lugarejo, na segunda metade do século XIX. A posição geográfica privilegiada, junto à queda d’água, foi fator decisivo para os primeiros investimentos fabris, assim como a chegada da ferrovia, com a instalação dos trilhos da Companhia Ituana de Estrada de Ferro, em 1873. Nesse mesmo ano, o empresário José Galvão da França Pacheco Júnior inaugurou a primeira fábrica de tecidos na margem direita do Tietê, batizando-a de Júpiter. Pouco depois, em 1882, o dr. Francisco Fernando de Barros Júnior, político republicano cognominado Pai dos Saltenses, inaugurou a sua tecelagem, à qual deu o nome de Fortuna, poucos metros mais abaixo daquela pioneira.

 
Em 1885, seria a vez da Fábrica de Meias de José P. Tibiriçá, e, em 1887, a Fábrica de Tecidos Monte Serrat, de Octaviano Pereira Mendes. Ainda no último ano da monarquia, 1889, inaugurava-se na margem oposta do rio a primeira fábrica de papel da América Latina, de Melchert & Cia.

A esse despertar industrial correspondeu o aporte de trabalhadores europeus, desviados em parte da lavoura do café e de outros produtos. No caso saltense, foram sobretudo italianos, atraídos em grande número pelas tecelagens, mas fixando-se também em pequenas propriedades rurais e no comércio miúdo pela cidade. Mesmo o capital italiano se fez presente, já que as duas fábricas pioneiras acabaram se aglutinando numa unidade maior e transferindo-se para a propriedade de europeus, através da Società per l'Esportazione e per l'Industria Italo-Americana. Pouco depois, em 1919, esta daria lugar à Brasital, indústria que marcou a vida da comunidade por décadas, como maior empregadora e responsável pelo surgimento de vilas operárias e de todo um modo de vida, com profundas raízes na cultura local.

No campo político, a chegada da República coincidiu com a separação do município de Itu, passando a cidade a ter autonomia administrativa. O nome foi simplificado para Salto já em 1917.

A entrada do século XX trouxe mais indústrias e benefícios como a iluminação elétrica, os serviços de água e esgoto, telefone, o primeiro grupo escolar, bandas de música e a segunda usina hidrelétrica instalada no rio Tietê, a de Lavras, construída a partir de 1904. Pelos anos seguintes, a cidade, dada a concentração de indústrias, passa a merecer o apelido de Pequena Manchester Paulista, em referência ao centro industrial britânico.

Um segundo surto industrial verificou-se na década de 1950, quando isenções de impostos atraíram empresas de porte considerável para a época, como a Eucatex, Emas, Picchi e Sivat, que juntas chegaram a oferecer mais de 3.500 empregos, firmando de vez o perfil industrial da cidade. Esse caminho teve seguimento já nos anos 1970, com a criação de distritos industriais e novos incentivos à vinda de indústrias. Cerca de vinte unidades se instalaram no município, justificando a chegada de grandes contingentes de migrantes provenientes de vários estados da Federação, com destaque para os paranaenses. O surgimento de novos bairros, em ritmo acelerado, alterou a paisagem e, em grande parte, o ritmo de vida e as características sócio-culturais da cidade.

Ao entrar no século XXI, Salto conta com mais de 98% de sua população (de aproximadamente 103 mil habitantes) na zona urbana. Embora boa parte dos empregos esteja nos setores de serviços e comércio, a cidade não perdeu sua característica industrial, concentrando dezenas de empresas nos seus distritos industriais, espalhados no pequeno território de 160 km². Existem na cidade importantes empresas de vários segmentos, como o metalúrgico, o automotivo, de mineração, cerâmico, químico, têxtil, de papel, moveleiro, etc, mas também se transformou em Estância Turística pela Lei Estadual 10.360 de 02 de Setembro de 1999.

Dois centros universitários atraem estudantes de mais de cinqüenta cidades. Além disso, um claro perfil turístico – já explorado superficialmente no passado – passa a merecer atenção crescente, com a instalação de três parques municipais, que se somam a outros atrativos, como a cachoeira, o Monumento à Padroeira, museu, concha acústica e jardins.
 
Fonte: Prefeitura da Estância Turística de Salto
 
GASTRONOMIA
 
Aguardando receitas típicas ou tradicionais desta cidade.
 
HINO

 

Todos cantam sua terra,
também vou cantar a minha,
Nestes versos de louvor.
E, pulsando minha lira,
Vou fazê-la uma rainha,
Um poema de amor.

Seu regato é mais alegre,
Há em suas noites mais estrelas
E em seus frutos mais sabor.
Suas várzeas são mais verdes,
Suas tardes mais serenas,
Tem suas matas mais rumor.

REFRÃO:
Salto!
Da linda cascata,
Das praças floridas,
Dos bandos de taperás.
Salto!
Que eles encantam,
voando e cantando
Pra lá e pra cá.

Por aqui os bandeirantes,
Procurando diamantes,
Se embrenhavam no sertão.
E assim foram alargando
Os imensos horizontes
Desta querida nação.

Erigiram uma capela
E a Virgem Padroeira
O meu berço abençoou.
Gente de todas as partes,
Que aos poucos foi chegando,
O meu berço povoou.

REFRÃO:
Salto!
Da linda cascata,
Das praças floridas,
Dos bandos de taperás.
Salto!
Que eles encantam,
voando e cantando
Pra lá e pra cá.


Salve Salto tão singela,
Minha terra primorosa,
De que posso me orgulhar!
Salve Salto tão singela,
Minha terra tão formosa
Que eu não canso de exaltar.


Letra: Dr. José Francisco Archimedes Lammoglia
Música: Luiz Salem Varella
Novo arranjo: Gilmar de Campos (2007)
Produção: Camila Mattos e Margaret Manavello

 
 
BENS TOMBADOS
   
 

ROCHA MOUTONNÉE

Estrada Vicinal SP79 - Antiga Chácara Guaraciaba
Processo: 00506/75     
Tomb.: Res. 45 de 18/12/92     
D.O: 19/12/92
Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico:
Inscrição nº 25, p. 308, 24/6/1993

De rara beleza e grande interesse geológico, histórico, científico e turístico, a Rocha Moutonnée constitui corpo de rocha saliente, cuja superfície mostra estrias e caneluras produzidas pela ação erosiva do material transportado por antigas geleiras. A denominação vem do termo francês que significa "assemelhada à forma de carneiro".

A rocha situa-se no contato do embasamento pré-cambriano com os sedimentos da formação Itararé, do grupo Tubarão. Tal embasamento, representado pelas rochas do complexo Amparo encontra-se intrudido por um corpo granítico de coloração rosada, formado a 540 milhões de anos, que compõe a Fácies Itu. A importância da rocha deve-se ao fato desta registrar a ocorrência de antigas glaciações no planeta, na época em que o hemisfério sul apresentava um único continente - o Gondwana.

A rocha tombada foi descoberta em Salto, em 1946, pelo geólogo Mager Gutmans, do Instituto Agronômico de Campinas. Situa-se no ponto definido pelas coordenadas UTM 7.432,50 kmN e 265,00 kmE.

Fonte: Processo de Tombamento

 
 
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