ORIGEM DO NOME DA CIDADE
   
Depois de um período que se elevou de freguesia para vila, em seguida recebeu o nome de Araritaguaba e logo depois Nossa Senhora de Araritaguaba, para enfim em 1858 receber o nome de Porto Feliz.
Esse nome se deve ao fato de que o porto em que bandeirantes iam e viam de suas incursões em busca de ouro, representavam o lugar beneficente.
 

Porto Feliz faz parte do
Roteiro dos Bandeirantes
.

Conheça aqui os roteiros do Estado!

DESTAQUE
 

ROTEIRO DOS BANDEIRANTES

Por Jarbas Favoretto*
 

Este é um agradável Roteiro Turístico. As Agências de Viagens especializadas em excursões para o Interior Paulista já realizam passeios por ali nos últimos 30 anos.
Por outro lado, também, é um roteiro verdadeiro, por onde os nossos Bandeirantes percorriam há quase 400 anos.
Enfim, não é um daqueles “roteiros” que andaram criando no papel, de onde, aliás, não vão sair nunca! Pois, o destino dos “roteiros” feitos por quem não sabe o que está fazendo, ou por aprendizes de feiticeiros, de nada irá adiantar! Andou servindo apenas para aumentar o rol de mentiras de certos “chefetes” que passaram por nosso Governo. (Isola!)
OS DESBRAVADORES
Através de denodo, bravura e determinação, os desbravadores Bandeirantes foram os homens que deram o formato que o Brasil tem atualmente,
Roteiro dos Bandeirantes é o traçado por onde os desbravadores iniciavam suas caminhadas, depois de partir do que chamavam de “a Vila de São Paulo de Piratininga”.
Vá até a cidade de Porto Feliz e visite o porto de onde os Bandeirantes partiam. Principalmente, o “Caçador de Esmeraldas” Fernão Dias Paes Leme e o “Anhanguera” Bartolomeu Bueno da Silva.
ANHEMBY E ARARITAGUABA
O importante rio Anhemby (hoje, chamado Tietê) era navegável a partir da cidade de Salto. Os índios chamavam o lugar de Araritaguaba, por isso puseram o nome de Porto de Araritaguaba (hoje, Porto Feliz).

 

As grandes expedições de descobrimento dos Bandeirantes partiam dali e, também, as Monções (estas eram expedições comerciais e científicas, e podiam ser particulares ou oficiais). Por tudo isso, os lugares por onde passavam e paravam os Bandeirantes deram origem a cidades que se tornaram referências histórico-culturais para todo Brasil.
Igualmente a museus, fazendas, trilhas e caminhos dignos de ser explorados por desbravadores atuais Os turistas que precisam descobrir “a terra em que nasceram, e onde cantam os sabiás”.
APROVEITANDO A HISTÓRIA
Você pode conhecer de perto várias etapas do que chamamos o “Roteiro dos Bandeirantes”. As cidades mais importantes, no caso, são Porto Feliz, Salto, Tietê, Santana de Parnaíba, Araçariguama, Itu, Cabreúva e Pirapora do Bom Jesus.
Para cada uma dessas cidades é muito pouco ter apenas um dia para curtir. Aproveite, pois, para se instalar num dos bons hotéis que existem na região. São vários e para todos os bolsos.
Consulte um Agente de Viagens. Você pode fazer o seu roteiro da maneira que resolver inventar e ele faz todas as reservas necessárias e não vai custar mais por isso. Mas, procure visitar tudo a respeito nessas belas páginas da nossa história.
E, quando chegar até você a oferta de uma excursão para o Roteiro dos Bandeirantes organizada por uma especializada Agência Operadora aproveite mesmo. Você, com certeza, irá até repetir a viagem para a essa mesma região várias outras vezes.

 
* Presidente da Amitur - Associação dos Municípios
de Interesse Cultural e Turístico
 

 

 
CURIOSIDADES
 
Aguardando histórias e curiosidades.
 
HISTÓRIA
 
 

Em 1693 chega ao Porto de Araritaguaba Antonio Cardoso Pimentel e familiares para tomar posse de sua Sesmaria.

Por volta de 1.700, solicita autorização da construção de uma capela em homenagem a Nossa Senhora da Penha.

 

Esta capela seria o núcleo em torno da qual se desenvolveria uma pequena povoação que em 1797 passa de Freguesia de Araritaguaba à Vila de Porto Feliz e em 1858 à Cidade de Porto Feliz.

 
Fonte: Fundação SEADE - 2006
 
GASTRONOMIA
 
 
CONHEÇA O PRATO TÍPICO DE PORTO FELIZ:
A "CEARENSE"


Preparado com carne de boi, feijão carioquinha, bacon, tomate e outros ingredientes, o prato considerado típico de Porto Feliz recebe o nome de “cearense”. A origem da receita é envolta por mistério e tida como lenda. Diz-se que há quase 30 anos, quatro pescadores da cidade foram ao Mato Grosso e de lá trouxeram a idéia. Quanto ao nome do prato, a estória conta que um deles comentou enquanto comiam: “Isso parece uma deliciosa comida cearense”,  daí surgiu a designação. Verdade ou não, o fato é que os cidadãos de Porto Feliz apreciam e muito esta refeição.

Receita  da  Cearense

Ingredientes:

1 Kg de peito de boi
1 Kg de feijão carioquinha
1 Kg de tomates maduros
1 Kg de cebolas
200 g de lingüiça calabresa
200 g de bacon
Cheiro verde, louro, sal, pimenta vermelha ou do reino e orégano para temperar

Modo de Fazer:

Para começar, cozinhe o feijão da forma tradicional, mas sem tempero. Reserve. Em outra panela, cozinhe a carne como se fosse carne de panela. Separadamente, refogue a cebola, o tomate e os temperos a gosto. Acrescente a lingüiça, que deve ser passada previamente em água fervente. Junte tudo em um caldeirão e cozinhe até tomar corpo, para engrossar o caldo e pegar o gosto.

Na hora de servir, acompanhe de arroz branco, verdura refogada e farinha, além de um reforço na pimenta para quem quiser e, uma saladinha de alface e tomate.

Lei no. 4566  =  Bem Cultural do Município de Porto Feliz

Texto: Daniella Cornachione
 
HINO

 

Não há hino cadastrado.

 
 
BENS TOMBADOS
   
 

CASA DA ALFÂNDEGA

Praça Duque de Caxias, 66
Processo: 07860/69
Tomb.: Res. de 8/8/72
D.O.: 10/8/72
Livro do Tombo Histórico:
Inscrição nº 113, p. 16, 25/6/1979

Porto Feliz, originalmente Porto de Araritaguaba, era passagem dos exploradores que se dirigiam a Goiás e Mato Grosso em busca de minas de ouro, durante o século XVII. A incipiente povoação foi impulsionada com a chegada de novos habitantes que, em 1721, construíram uma capela sob a invocação de Nossa Senhora da Penha de Araritaguaba. Foi elevada à categoria de cidade em 1858.

A Casa da Alfândega é um exemplar da arquitetura urbana do século XVIII e as suas funções voltavam-se às atividades do porto. A construção é em taipa de pilão, com cobertura em duas águas e encontra-se implantada no alinhamento frontal do lote e geminada nas duas laterais. Ainda conservam-se originais as madeiras utilizadas na cobertura e nos assoalhos.

Fonte: Processo de Tombamento

PARQUE DAS MONÇÕES

Av. Marginal e Ruas dos Bandeirantes, José Bonifácio e Antônio Mangato
Processo: 15559/69
Tomb.: Res. de 20/3/72     
D.O.: 21/3/72
Livro do Tombo Histórico:
Inscrição nº 59, p. 4, 21/9/1972

O Parque das Monções localiza-se às margens do Rio Tietê, no antigo Porto de Arariguataba, nome dado à antiga povoação. No século XVI, deste porto partiam paulistas em busca de índios a serem escravizados e, mais tarde, foi utilizado pelas monções, financiadas pelo governo ou por particulares, que seguiam em direção ao interior da colônia em busca do ouro.

A área tombada abrange terrenos situados nas duas margens do Rio Tietê, incluindo o antigo Porto das Monções, de propriedade da Secretaria da Fazenda, em uma de suas margens e, na outra, fronteira ao porto, uma faixa de terra com as dimensões de 600 m de comprimento, por 120 m de largura, de propriedade particular. No parque encontram-se, além do porto, um muro de pedra, densa vegetação e um monumento projetado por Amadeu Zani.

Fonte: Processo de Tombamento

SOBRADO

Praça Coronel Esmédio, 82
Processo: 07859/69     
Tomb.: Res. 35 de 11/5/82     
D.O.: 21/5/82
Livro do Tombo Histórico:
Inscrição nº 182, p. 43, 15/6/1982

O casarão, construído na primeira metade do século XIX, em taipa de pilão e pau-a-pique, apresenta grandes dimensões e planta em forma de "L". Apesar de conservada a maioria de suas características originais, o telhado sofreu alterações com a eliminação do beiral na elevação frontal para dar lugar à platibanda.

O sobrado, de propriedade da Fazenda do Estado, sediou o Grupo Escolar da cidade até 1958. Atualmente funciona o Museu Histórico e Pedagógico das Monções, cuja instalação se deu em 1961.

Foto: José Leandro de Barros e Solange Torres
 
 
 
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