ORIGEM DO NOME DA CIDADE
   
Do tupi, pirá-pora e do português do bom Jesus. Pirá, peixe e pora, saltar.

A primeira parte do topônimo tem origem tupi, significando “salto dos peixes”, enquanto a segunta é de origem portuguesa, tendo sido adicionada em função do louvar aos santos e da igreja católica.
 

Pirapora do Bom Jesus faz parte do
Roteiro dos Bandeirantes
e do Caminho do Sol.

Conheça aqui os roteiros do Estado!

DESTAQUE
 

ROTEIRO DOS BANDEIRANTES

Por Jarbas Favoretto*
 

Este é um agradável Roteiro Turístico. As Agências de Viagens especializadas em excursões para o Interior Paulista já realizam passeios por ali nos últimos 30 anos.
Por outro lado, também, é um roteiro verdadeiro, por onde os nossos Bandeirantes percorriam há quase 400 anos.
Enfim, não é um daqueles “roteiros” que andaram criando no papel, de onde, aliás, não vão sair nunca! Pois, o destino dos “roteiros” feitos por quem não sabe o que está fazendo, ou por aprendizes de feiticeiros, de nada irá adiantar! Andou servindo apenas para aumentar o rol de mentiras de certos “chefetes” que passaram por nosso Governo. (Isola!)
OS DESBRAVADORES
Através de denodo, bravura e determinação, os desbravadores Bandeirantes foram os homens que deram o formato que o Brasil tem atualmente,
Roteiro dos Bandeirantes é o traçado por onde os desbravadores iniciavam suas caminhadas, depois de partir do que chamavam de “a Vila de São Paulo de Piratininga”.
Vá até a cidade de Porto Feliz e visite o porto de onde os Bandeirantes partiam. Principalmente, o “Caçador de Esmeraldas” Fernão Dias Paes Leme e o “Anhanguera” Bartolomeu Bueno da Silva.
ANHEMBY E ARARITAGUABA
O importante rio Anhemby (hoje, chamado Tietê) era navegável a partir da cidade de Salto. Os índios chamavam o lugar de Araritaguaba, por isso puseram o nome de Porto de Araritaguaba (hoje, Porto Feliz).

 

As grandes expedições de descobrimento dos Bandeirantes partiam dali e, também, as Monções (estas eram expedições comerciais e científicas, e podiam ser particulares ou oficiais). Por tudo isso, os lugares por onde passavam e paravam os Bandeirantes deram origem a cidades que se tornaram referências histórico-culturais para todo Brasil.
Igualmente a museus, fazendas, trilhas e caminhos dignos de ser explorados por desbravadores atuais Os turistas que precisam descobrir “a terra em que nasceram, e onde cantam os sabiás”.
APROVEITANDO A HISTÓRIA
Você pode conhecer de perto várias etapas do que chamamos o “Roteiro dos Bandeirantes”. As cidades mais importantes, no caso, são Porto Feliz, Salto, Tietê, Santana de Parnaíba, Araçariguama, Itu, Cabreúva e Pirapora do Bom Jesus.
Para cada uma dessas cidades é muito pouco ter apenas um dia para curtir. Aproveite, pois, para se instalar num dos bons hotéis que existem na região. São vários e para todos os bolsos.
Consulte um Agente de Viagens. Você pode fazer o seu roteiro da maneira que resolver inventar e ele faz todas as reservas necessárias e não vai custar mais por isso. Mas, procure visitar tudo a respeito nessas belas páginas da nossa história.
E, quando chegar até você a oferta de uma excursão para o Roteiro dos Bandeirantes organizada por uma especializada Agência Operadora aproveite mesmo. Você, com certeza, irá até repetir a viagem para a essa mesma região várias outras vezes.

 
* Presidente da Amitur - Associação dos Municípios
de Interesse Cultural e Turístico
 
 

CIDADE DOS MENINOS SANTEIROS

     

A cidade dos meninos santeiros é um exemplo nacional. Fruto de um projeto social-cultural que deu certo, a fama da cidade cresce a cada dia, sendo freqüentemente notícia no Jornal Nacional e SP/TV, Programa Jô Soares, Ação Jovem e no Canal Futura.

Em 2001 a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Promoção Social criou um projeto que visava a geração de uma nova fonte de renda para os adolescentes que trabalhavam como “flanelinhas” pelas ruas da cidade. A Escola de Artes Sacras e Oficinas nasceu com o intuito de ensinar os jovens a confeccionar esculturas em argila, sob a orientação do artista plástico Murilo Sá Toledo. Pelo fato de Pirapora do Bom Jesus ser um ponto de forte turismo religioso, as imagens produzidas são, em sua maioria, de santos e monumentos da igreja católica, vendidos aos romeiros e turistas, no mercado local.

Jovens criam na Oficina de Artes Sacras



Processo de criação

Bem sucedido, o projeto chamou a atenção de grandes investidores como a Associação Trailer Gaivota, Banco Real, Programa Amigo Real, Budai,

 

Eprocad, Ong Fênix e o projeto Criança Esperança. Graças às parcerias firmadas, a oficina pôde ser expandida e hoje os santeiros recebem uma bolsa de R$100,00 mensais, reforço escolar e aulas de cidadania, meio ambiente e informática. Mais de 100 adolescentes participam da iniciativa da prefeitura e a fila de espera não pára de crescer.

Os ótimos resultados obtidos pela Escola de Artes Sacras motivou a criação de mais dois projetos, que ainda não tem previsão de início: o da Escola Avançada de Escultura e o Panela Cheia. A Escola Avançada de Escultura produzirá peças mais valorizadas, queimadas em fornos especiais, enquanto o Projeto Panela Cheia pretende ensinar mulheres a confeccionar panelas de barro.

Aos finais de semana o movimento na cidade cresce. As portas do ateliê de artes sacras se abrem para a visitação e é possível ver os jovens trabalhando suas obras. Milhares de fiéis enchem as ruas e santuários de Pirapora do Bom Jesus e é impossível para eles partirem sem levar ao menos uma imagem produzida pelos santeiros.

Cartão postal da cidade de Pirapora do Bom Jesus

Os alunos e professores da Escola de Artes Sacras e Ofícios produzem peças para serem vendidas, inclusive sob encomenda.

Serviço

Escola de Artes Sacras e Ofícios
Telefone: (11) 4131-1638
E-mail: mariocovas2002@gmail.com



Texto: Heloísa Gonçalves Pinto
Fotos: Prefeitura Municipal
de Pirapora do Bom Jesus
e Brazilian Portraits

 
 
CURIOSIDADES
 
Aguardando histórias e curiosidades.
 
HISTÓRIA
 
 

A história de fé em Pirapora do Bom Jesus teve origem em meados de 1725, quando foi encontrada às margens do Rio Tietê a imagem de madeira do Bom Jesus. Atualmente, destina-se o mês de agosto, com destaque para o dia 6, para se comemorar o encontro da imagem. De acordo com a história transcrita no livro “Pirapora do Bom Jesus - A história de fé de um povo na terra do Tietê e do samba de roda”, José Almeida Naves decidiu transportar a imagem encontrada para o município de Santana de Parnaíba, mas, o carro de seis juntas de bois atolou na estrada.

Contam os relatos que vários homens tentaram em vão retirá-lo, quando se acercou um mudo destes homens e disse: “coloquem uma só junta e a imagem voltará de onde saiu”. Deu-se o primeiro milagre. Os homens seguiram seu conselho e o carro saiu do atoleiro. Nas proximidades do local onde aconteceram os fatos foi erguida uma capela e a notícia se espalhou rapidamente. Iniciaram-se assim as primeiras romarias com destino à Vila Pirapora, com os devotos cumprindo suas promessas e banhando-se nas

 

águas do “Rio Tietê”, consideradas pelos peregrinos como milagrosas.

A movimentação dos romeiros fez com que a igreja investisse na infra-estrutura da cidade. Providenciou a construção da ponte sobre o Rio Tietê, facilitando a passagem dos moradores do interior para a cidade. Construiu casas, o santuário Cristocêntrico, considerado o primeiro do Brasil e o seminário Premonstratense. Com o desenvolvimento econômico e estrutural da vila, foi emancipada à categoria de município em 1958. Assim todas as responsabilidades de investimentos passaram à Prefeitura Municipal.

Desde então aumentaram os investimentos para resgatar a manter a tradição da cidade, tanto no quesito religioso quanto no artístico, com destaque para o samba de Roda, que desde o século XVIII era praticado na cidade sob durante as festas do Bom Jesus, em agosto. A tradição fez reunir na cidade diversos grupos do Estado, a partir de então passou a ser considerado um dos berços do Samba Paulista.

 
Fonte: Fundação SEADE - 2006
 
GASTRONOMIA
 
Aguardando receitas típicas ou tradicionais desta cidade.
 
HINO

 

Não há hino cadastrado.

 
 
BENS TOMBADOS
   
 

SERRA DO BOTURUNA

Altura do km 30 da Estrada dos Romeiros
Processo: 22328/82     
Tomb.: Res. 17 de 4/8/83    
D.O.: 9/8/83
Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico:
Inscrição nº 13, p. 304, 8/9/1986

A Serra do Boturuna, habitualmente chamada de Voturuna, compreende uma área entre a Bacia de São Paulo e a Depressão Periférica Paulista, inserindo-se, assim, no contexto das serranias de São Roque. De grande valor paisagístico e importante área natural remanescente, este monte quartzítico situa-se a menos de 50 km do centro da metrópole paulistana. Dotada de solos pobres, densas florestas de encostas fragilmente implantadas e recursos hídricos representados por torrentes radiais, esta serra caracteriza-se pelo tipo de mata do domínio das florestas atlânticas de planalto e por ser refúgio forçado da fauna regional, devido à devastação e ocupação intensiva dos espaços que a circundam.

A área tombada é definida por um polígono irregular com eixo maior de 6.900 m (comprimento) e eixo menor de 2.300 m (largura), envolvendo terras dos municípios de Santana de Parnaíba, Pirapora do Bom Jesus e o distrito de Araçariguama, em São Roque. Situa-se entre as coordenadas UTM 7.409,00-7.406,00 kmN e 300,00-292,00 kmE.

Fonte: Processo de Tombamento
 
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