ORIGEM DO NOME DA CIDADE
   
Peruíbe (tupi): Originariamente é peruybe, que significa rio dos tubarões. Os primeiros registros do povoamento são de 1532, ano em que foi construída a igreja de São João, uma das primeiras do Brasil. O nome atual só surgiu após sua emancipação de Itanhaém em 1959.
 

Peruíbe faz parte do
Circuito da Costa da Mata Atlântica.

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DESTAQUE
 
 

ALDEIA DO BANANAL REÚNE TRIBO TUPI-GUARANI
NA ENCOSTA DA CIDADE

     

Junto às encostas da serra, na cidade de Peruíbe, está instalada a aldeia Piaçaguera. São cerca de 480 hectares habitados por indígenas da etnia Tupi, falantes do Tupi-Guarani. A área foi demarcada como reserva indígena em 1927, com o intuito de concentrar a população tupi no local, já que uma possível integração à sociedade urbana fracassara.

Também conhecida como aldeia do Bananal, é a última das concentrações Tupi-Guarani já formadas na orla. Na área, a vegetação nativa de restinga foi preservada.  Mesmo tendo sido delimitada pelo Governo Federal, conforme o Artigo 231 da Constituição, a Terra Indígena Piaçaguera sofre cobiça do interesse empresarial. De qualquer forma, seus habitantes mesclam hábitos propriamente indígenas às necessidades que surgem com a proximidade à sociedade urbana.

O artesanato se configura como uma das manifestações mais proeminentes da cultura indígena, revelando sua localização, costumes e até mesmo a organização social da aldeia.

 Artesanato é uma das manifestações mais características da cultura indígena; no destaque, cestas feitas com palha

Exemplos bem conhecidos da arte indígena são: cestos, leques, chocalhos, arcos e flechas, machados, zarabatanas e zagais – confeccionados com que há na natureza: palha, samburá, juquiá, madeira; além disso, as pedras e sementes tingidas com corantes vegetais que compõem colares, brincos feitos com penas e palha também são peças clássicas.

Colares feitos com sementes – elementos da natureza são a matéria-prima das peças

 

As tribos transformam cipós, madeira, penas, plumas, conchas, sementes coloridas e palha em utensílios do dia-a-dia, armas e artefatos. A inspiração vem, principalmente, da memória cultural herdada pelos antepassados, tão presente na rica mitologia indígena.

Como recurso para geração de renda, muitos integrantes da aldeia vendem seus produtos na Feira de Artesanato da cidade. A necessidade de integração à sociedade urbana os leva a trabalhar e a consumir manufaturados vendidos nas cidades. No entanto, o que parece mero adereço aos turistas e compradores, possui significado místico e único para os indígenas.

A cultura indígena destaca com veemência os instrumentos musicais, que são considerados seres vivos devido de caráter invocatório. A crença é que eles sejam hábeis a despertar a atenção dos deuses, fazendo com que vejam quão alegres são os membros da etnia Tupi.

Instrumento musical feito com bambu

Ubiratã é um jovem que faz parte da tribo e é quem nos fala a respeito da cultura tupi. As danças e rituais propiciam aos indígenas vivenciar a crença em seus ancestrais, nos deuses e na natureza.  Sobre a música tupi, o ritmo é cadenciado principalmente pelo tambor e pelo chocalho, enquanto a melodia – tocada pelo violão – é acompanhada em coro.

Ubiratã vive na aldeia com sua família

Os instrumentos musicais desempenham um papel sobrenatural para a cultura tupi. São tidos como seres com vida, de poder invocatório, capazes de despertar a atenção dos deuses. Os Tupis acreditam que aos escutá-los, os deuses possam perceber sua alegria enquanto dançam e cantam.

Ubiratã ainda faz questão de afirmar que “índio também tem arroba”, numa brincadeira ao ser questionado sobre uma possível forma de contato virtual
.


Texto: Daniella Cornachione
Fotos: OPY Imagens

 
 
CURIOSIDADES
 
Aguardando histórias e curiosidades.
 
HISTÓRIA
 
 

A origem de Peruíbe está vinculada à história de São Vicente e, em especial, à trajetória dos jesuítas pelo litoral do Estado de São Paulo.

No século XVI, uma missão jesuítica estabeleceu-se no local que recebeu o nome de Aldeamento de São João Batista, ou São João da Aldeia, cujo objetivo, além de converter e pacificar os índios Carijós e Tamoios, que viviam ao sul da capitania de Itanhaém, era o de servir como pouso a viajantes. Situava-se em uma região estratégica na defesa contra investidas de corsários.

No final do século XVIII, com a expulsão dos padres jesuítas, a aldeia passou a ser administrada pelos franciscanos o núcleo de Peruíbe entrou em declínio.

 

Só retomou o desenvolvimento como cidade balneária em meados do século XX, quando foi transformada por lei, em 18 de fevereiro de 1959, em distrito e município, com território desmembrado de Itanhaém. Peruíbe, em tupi-guarani, significa “no rio dos tubarões”.

Consta, porém, de alguns documentos que esse nome estaria  associado ao modo como José de Anchieta se referia ao lugar, chamando-o de Tapirema do Peru, por suas semelhanças com a região peruana, onde os jesuítas haviam enfrentado dificuldades no exercício da catequese.

 
Fonte: Fundação SEADE - 2006
 
GASTRONOMIA
 
Aguardando receitas típicas ou tradicionais desta cidade.
 
HINO

 

Peruíbe, Peruíbe, Peruíbe,
Encanto e beleza varonil.
Peruibe, Peruíbe, Peruíbe,
Orgulho e Grandeza do Brasil

Verde mar e a praia empolgante,
Cercada só de flores e jardins
Tem a guarda na muralha do gigante,
Do imponente e majestoso Itatins.

Com o céu mais lindo e mais azul,
Coberto de estrelas rutilantes,
Invejada no Brasil de norte a sul
Berço heróico de bravos Bandeirantes.

Na história lendária do passado
O seu nome viverá em glórias mil
Como espelho ficará perpetuado
No coração grandioso do Brasil.

 
 
Composição: Maestro Gomes Cardim
 
BENS TOMBADOS
   
 

RUÍNAS DO ABAREBEBÊ

Praia de Peruíbe
Processo: 09515/69
Tomb.: Res. de 11/8/79
D.O.: 17/8/79
Livro do Tombo Histórico:
Inscrição nº 130, p. 24, 29/5/1981

Na antiga aldeia de Iperoig ou São João Batista de Peruíbe, estabeleceu-se no século XVI uma missão jesuítica, com o objetivo de converter os índios que viviam ao sul da Capitania de Itanhaém. No final do século XVII, a aldeia passou a ser administrada pelos franciscanos, sendo possível que a capela, da qual subsistiram apenas ruínas, tenha sido construída neste período. Esta hipótese se baseia em um desenho feito pelo engenheiro militar José Custódio Ferreira de Sá e Faria que, em 1776, esteve em Peruíbe e registrou uma construção singela, cuja arquitetura se aproximava mais da franciscana do que daquela adotada pela Companhia de Jesus, em estilo maneirista.

O nome Abarebebê, “o santo que voa", foi a alcunha dada pelos índios ao padre jesuíta Leonardo Nunes e que se incorporou às ruínas, marcando a sua presença no local.

Fonte: Arquivo Condephaat
 
 
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