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ORIGEM DO NOME DA CIDADE |
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Itanhaém (tupi): É considerada a Segunda cidade mais antiga do Brasil, três meses mais nova que São Vicente e Também foi fundada pela expedição de Martim Afonso de Souza, em 22 de abri de 1532. O povoado só foi considerado município em 1700, e em 1906 deixou de se chamar Vila Conceição de Itanhaém, transformando-se depois em Itanhaém. O nome significa pedra (ita) sonora (nhaém), ou pedra que canta, por causa do som de sino provocado pelas ondas do mar batendo nas pedras da praia do Sonho.
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MORRO DE SAPUCAITAVA OFERECE TRILHA ECOLÓGICA IDEAL TAMBÉM PARA CRIANÇAS |
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Itanhaém é um local ideal para os amantes do ecoturismo. A cidade abriga 300 km² de Mata Atlântica que integram o Parque Estadual da Serra do Mar. Nesta área as opções são muitas, é possível fazer trilhas como no Morro Sapucaitava dentro da Praia dos Sonhos. Tamanha a importância e a riqueza natural da região que o morro foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo (CONDEPHAAT).
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| Pôr do sol na Praia do Sonho |
O Morro de Sapucaitava faz parte de uma área de fácil acesso e quase isenta de riscos naturais, de acordo com a Prefeitura local, sendo assim torna-se ideal para o passeio com crianças. A trilha ecológica foi reformada em 2005, na ocasião, foram instalados corrimões e o
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mirante já construído foi reformado.
A vegetação encontrada no morro se difere de áreas interiores por conta da influência dos ventos marinhos e do contato com a água salgada.
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Nascer do Sol, Monumento Mulheres de Areia |
A estrutura da trilha no Morro de Sapucaitava dispõe de sinalização indicando o caminho aos turistas, além do quiosque onde o visitante pode obter as informações de que precisa. O percurso dura cerca de 30 minutos e é considerado de nível fácil, conforme o grau de dificuldade.
Texto: Daniella Cornachione
Fotos: Luciana Netto
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| Aguardando histórias e curiosidades. |
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A origem de Itanhaém está cercada de controvérsias históricas, embora oficialmente seja considerada a data de 22 de abril de 1532 como de sua fundação, associada à figura de Martim Afonso de Souza.
Uma segunda vertente atribui ao castelhano João Rodrigues e ao português Antônio Soares, que chegaram à região por volta de 1549, a responsabilidade pela fundação da cidade.
É irrefutável, porém, o envolvimento de Martim Afonso no processo de sua formação histórica. Coube-lhe a escolha do local onde se estabeleceria a povoação e a capela em louvor a Imaculada Conceição área anteriormente povoada por colonos e índios pertencentes à tribo Itanhaém.
Missionários da Companhia de Jesus, entre eles os padres José de Anchieta e Manoel da Nóbrega, assumiram o trabalho de catequização desses indígenas, construindo uma e um colégio ao norte do Rio Itanhaém.
Marcos iniciais da aldeia e da feitoria de Nossa Senhora da Conceição de Itanhaém, eles contribuíram para que, em 1549, fosse criada a freguesia, então parte da Vila de São Vicente. |
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Não tardou para que fosse transformada em vila, por provisão de 1561, outorgada pelo capitão-mor Francisco de Moraes, tenente-local de Martim Afonso de Souza, Governador da Capitania de São Vicente. No século XVII, Itanhaém ganhou importância política no quadro da ocupação do território colonial, tornandose, a partir de 1624, cabeça de Capitania.
Ao adquirir essa posição, passou a ter uma jurisdição bastante abrangente que compreendia desde Cabo Frio ao norte, até Paranaguá ao sul, bem como as vilas de São José dos Campos, Taubaté, Pindamonhangaba, Guaratinguetá e, ainda, algumas povoações criadas nas lavras de Minas Gerais.
Nesse período, Itanhaém contou com a presença de padres franciscanos que, com a ajuda de alguns habitantes, construíram um convento, um dos principais de sua Ordem no Brasil.
Elevada a sede de município por meio de uma Carta Régia, em 1700, a cidade só obteve sua denominação atual em 6 de novembro de 1906.
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Fonte: Fundação SEADE - 2006 |
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| Aguardando receitas típicas ou tradicionais desta cidade. |
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Num dia assim, como se fosse o maior,
Esta paisagem se pintava de azul,
Nas formas vivas, vistas lá do alto,
A natureza de Calixto em tons de amor.
Num dia assim, todo banhado de sol,
Martim Afonso ancorava as caravelas,
De paixão por estas serras,
céu e mar, beleza e cor.
Itanhaém,gente da terra,
O som da pedra e do mar,
Tem novo canto, um Deus de encanto,
Anchieta a ensinar,
O que nasce de glória só tem
por destino iluminar,
Na raiz de teu povo, razão pra sonhar.
Itanhaém, ilha do tempo,
A foz do rio de abraço ao mar
Lição da vida querida,
Não param de chegar
Os teus filhos do leste,
Do norte, nordeste, de todo lugar,
O caminho da história, no berço do mar. |
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CASA DE CÂMARA E CADEIA
Praça Carlos Botelho
Processo: 08577/69
Tomb.: Res. de 1/10/73
D.O.: 2/10/73
Livro do Tombo Histórico:
Inscrição nº 71, p. 7, 23/10/1973
Durante o período colonial, as casas de câmara e cadeia funcionavam em um único edifício, em dois pavimentos, prática que avança até o século XIX, como é o caso deste imóvel.
Construída em pedra entaipada e cobertura em quatro águas, com longos beirais, possui pesadas grades de ferro nas janelas do pavimento térreo, o que ainda evidencia o antigo uso de cadeia. Na parte externa, os seus cunhais encontram-se definidos através de pilastras, com decoração em alto relevo na argamassa.
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Fonte: Processo de Tombamento / Condephaat • 2007
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IGREJA E CONVENTO DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO
Processo: 00350/73
Tomb.: ex-officio em 26/12/74
Tomb.: Iphan em 7/3/41
Livro do Tombo Histórico:
Inscrição nº 102, p. 14, 6/5/1975
Presume-se que a Igreja e o Convento de Nossa Senhora da Conceição já tivessem sido construídos no século XVI, devido à presença de algumas paredes muito antigas, anteriores à atual construção. Apenas no século XVIII o conjunto adquiriu a forma que até hoje perdura. O convento foi erguido por frei Miguel de São Francisco, por volta de 1713. Entre 1733 e 1734, foi ampliado por frei Rodrigo dos Anjos e, em 1833, sofreu um incêndio, sendo reconstruído apenas em 1865.
Localizam-se no alto de um outeiro, erguidos em pedra e cal, conforme o costume no litoral paulista. O convento, construído em dois pavimentos, possui vitrais de Benedito Calixto e três altares em talha. O frontispício da igreja apresenta-se revestido de azulejos com arabescos pintados. À frente do edifício, do lado direito, encontra-se abandonado o corpo do antigo convento, sem cobertura. O conjunto passou por importantes restaurações ainda neste século, a primeira em 1921 e a segunda em 1941.
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Fonte: Arquivo Condephaat / Condephaat • 2007 |
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IGREJA MATRIZ DE SANTANA
Praça Narciso de Andrade
Processo: 00349/73
Tomb.: ex-officio em 28/12/82
Tomb.: Iphan em 7/3/41
Livro do Tombo Histórico:
Inscrição nº 22 do, p. 2, s.d.
Data de 1654 o início das obras para a construção da primitiva Matriz de Santana. Na sua reconstrução, cinqüenta anos depois, foram reaproveitadas algumas de suas paredes antigas. A conclusão das obras deu-se provavelmente, em 1761, data inscrita em sua fachada.
A igreja possui imagens muito antigas e valiosas que, segundo consta, permaneceram enterradas por um longo período a fim de serem preservadas. Uma delas, a mais famosa, é a da Virgem da Conceição.
A fachada apresenta uma torre sineira, à esquerda, com quatro níveis, arrematada por uma pequena cúpula. No trecho que corresponde à nave vê-se apenas três aberturas: a porta de acesso ao interior e duas janelas, na altura do coro. O frontão é em estilo barroco, com linhas curvas e bem proporcionado. |
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Fonte: Processo de Tombamento / Condephaat • 2007 |
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