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ORIGEM DO NOME DA CIDADE
   
Ibiúna (tupi): Fundada com o nome de Nossa Senhora das Dores no final do século 18, também chamou Una. Seu nome quer dizer terra preta, por causa da cor do solo da região. Virou município em 24 de março de 1857.
 

Ibiúna faz parte do
Circuito Itupararanga
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DESTAQUE
 
 

IBIÚNA: PALCO DO XXX CONGRESSO DA UNE

     

A 73 km da capital, a pequena cidade de Ibiúna já foi palco de um importante episódio da História do país. Em 1968, foi realizado ali o XXX Congresso da UNE (União Nacional dos Estudantes), no sítio Murundu, na época propriedade de Domingo Simões e sua família, que cederam o espaço para que mais de mil estudantes se reunissem clandestinamente.

Vivendo em tempos de ditadura militar, com Costa e Silva na presidência, o Brasil assistia à escalada da repressão, que culminaria no Ato Institucional Número Cinco, redigido pelo então presidente em dezembro de 1968.

Dois meses antes, em 12 de outubro, os estudantes receberam a desagradável visita de policiais que prenderam um número de pessoas que varia, conforme a fonte, de 700 a 1500.

Congresso foi interrompido por invasão policial

A prisão em massa aconteceu num sábado, os estudantes tinham começado a chegar ao local na segunda-feira. A presença deles já tinha sido notada antes do episódio fatídico, pois os moradores da cidade desconfiaram dos “jovens barbudos” que iam à padaria comprar mais de mil pães de uma só vez.

Soldados da Força Pública e policiais do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) foram informados pelas autoridades locais sobre a reunião cladestina. O prefeito de Ibiúna, por sua vez, havia recebido a denúncia de um morador, Miguel Goes.

Líder estudantil em 1968, Vladimir Pereira discursa para os estudantes reunidos no Rio de Janeiro
 

O lavrador visitara o sítio um dia antes da invasão, e acabou barrado pelos seguranças da UNE, que o interrogaram antes que fosse liberado, algumas horas depois.

A intimação fez com o que lavrador procurasse a autoridade local para contar o que vira: a movimentação incomum e a ação dos seguranças. A polícia afirma que já desconfiava da realização do Congresso em Ibiúna, mas foi a queixa de Miguel e o burburinho na cidade que confirmaram o fato.

Do outro lado, os próprios estudantes já haviam sido notificados sobre a possível invasão da polícia. Ficou resolvido na noite do dia 11, que na manhã seguinte os participantes se reuniriam a fim de decidir as melhores formas de fuga. Tarde demais, os policiais apareçam antes do tempo esperado, e o desfecho trágico para os estudantes aconteceu.

Os jornais da época noticiaram a façanha da polícia incessantemente. O texto publicado na Folha de S.Paulo, em 13 de outubro, fala sobre o caso (a grafia original foi mantida):

“Toda a liderança do movimento universitario foi presa: José Dirceu, presidente da UEE, Luís Travassos, presidente da UNE, Vladimir Palmeira, presidente da União Metropolitana de Estudantes, e Antonio Guilherme Ribeiro Ribas, presidente da União Paulista de Estudantes Secundarios, entre outros. Eles foram levados diretamente ao DOPS. Os demais estão recolhidos ao presidio Tiradentes.”

União Nacional dos Estudantes foi um dos principais movimentos de resistência à ditadura militar

A UNE, que estava na ilegalidade desde 1964, foi desarticulada depois do episódio em 1968. A reestruturação do movimento só se daria quase 15 anos depois, como explica o site oficial www.une.org.br: “Em 1979, a partir da precária reorganização da UEE-SP, iniciou-se a reconstrução da UNE no célebre Congresso de Salvador”.



Texto: Daniella Cornachione
Fotos: Divulgação/ UNE

 
 
CURIOSIDADES
 
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HISTÓRIA
 
 

A formação de Ibiúna está relacionada ao antigo povoado de Nossa Senhora das Dores de Una, fundado no final do século XVIII, por ocasião da construção de uma capela em homenagem à santa, nas terras de uma fazenda pertencente ao capitão Manoel de Oliveira Carvalho, em São Roque.

A capela tornou-se fator de atração de lavradores que chegaram à região e promoveram o crescimento do vilarejo.

Consta que a localidade servira, também, de entreposto para tropeiros, que se dirigiam ao sul e a São Paulo. Tornou-se freguesia do município de São Roque por meio da resolução de 9 de agosto de 1811 e de um alvará de 29 de agosto do mesmo ano.

 

Posteriormente, sofreu duas transferências: em 10 de fevereiro de 1846, para o município de Sorocaba, quando recebeu o nome de Una, e em 3 de maio de 1850, quando voltou a pertencer ao município de São Roque.

Tornou-se vila em 24 de março   1857, mas só em 30 de novembro de 1944 recebeu o nome de Ibiúna, cujo significado em tupi é “terra preta”.

Mais recentemente, sua principal atividade econômica foi o cultivo de hortifruti-granjeiros, parte do cinturão verde que abastecia a grande São Paulo.

 
Fonte: Fundação SEADE - 2006
 
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