ORIGEM DO NOME DA CIDADE
   
Inicialmente conhecida pelo sugestivo nome de Arraial Bonito do Capim Mimoso, Franca teve diferentes nomes até chegar ao atual. Passada a povoação de Arraial Bonito do Capim Mimoso, com a criação da freguesia em 1805, este nome desaparece, sendo substituído por Franca, advindo do sobrenome do capitão-general e décimo terceiro Governador da Capitania de São Paulo, José da Franca e Horta. Em 1821 passou a ser empregado o nome Vila Franca d’El Rey, mas em 1824 foi substituído por Vila Franca do Imperador, em homenagem a Dom Pedro I, responsável pela independência do Brasil. A simplificação do nome aconteceu apenas 32 anos depois, quando a cidade recebeu foros de cidade.
 
 

 

Programação do II Festival de Cultura Regional Paulista Alta Mogiana - Revelando São Paulo Franca: >>> Confira a Programação.

 
 
 

 

Franca é a Capital do Calçado Masculino.

 
DESTAQUE
 

TRIBO CAIAPÓS É DESTAQUE EM FRANCA NO MÊS DO ÍNDIO

     

Todos os anos, em abril, mês do índio, o Museu Histórico de Franca/SP “José Chiachiri” realiza uma mostra especial sobre os costumes e cultura indígena. A exposição já é tradicional na cidade e conta com um vasto acervo sobre o tema. Afinal, tanto o município como a região foram bastante influenciados pelas tribos dos Caiapós.

 

Alguns dos objetos que os visitantes poderão conhecer são: armas de guerra, peças artesanais de barro, arte plumária (cocar, leques e tangas) e até objetos confeccionados com ossos e dentes de índios.

O prédio do Museu “José Chiachiri” foi construído em 1896, para abrigar o Fórum e a Cadeia Pública. Em meados de 1913, passou a ser a sede da Prefeitura Municipal e também da Câmara Municipal. Em 1970, no dia 28 de novembro foi inaugurado como a sede definitiva do Museu Histórico Municipal.

O espaço é freqüentemente visitado por estudantes e o objetivo da exposição é divulgar e preservar a memória da cultura indígena brasileira. O Dia do Índio é comemorado no dia 19 de abril e a exposição fica no espaço de etnografia do museu.

Mais informações pelo telefone:
Tel. (16) 3723-9141


Texto:
Josué Elias
Fonte: Prefeitura Municipal de Franca
Foto: OPY Imagens

 

ILUSTRE CIDADÃO: VICENTE LEPORACE

     

Vicente Leporace nasceu em Franca (SP), no dia 26 de janeiro, em 1912. Trabalhou na rádio local Clube Hertz, atuando em diversos veículos de comunicação durante seus 45 anos de carreira.

O orgulho de sua cidade natal pelo grande comunicador está estampado nas ruas, bairros e alamedas que receberam o nome de Vicente Leporace. As demonstrações de admiração não param por aí. Leporace ainda foi tema de exposição num museu da cidade. Em 2006, o MIS (Museu da Imagem e do Som) de Franca realizou a primeira exposição de acervos pessoais do jornalista e radialista. A mostra, chamada de “Vicente Leporace – Um cidadão Francano”, apresentou objetos pessoais e títulos conquistados pelo trabalho do homenageado. As doações haviam sido feitas pela

 

família de Vicente ao museu em 2003.

Tantas homenagens não são à toa. Vicente Leporace ficou nacionalmente conhecido pelo programa Trabuco, que apresentava diariamente na rádio Bandeirantes de São Paulo. O conteúdo consistia na leitura das manchetes dos jornais diários seguidos de comentários e críticas do locutor. Em tempos de ditadura, Leporace foi forçado, por diversas vezes, a permanecer na Delegacia de Ordem Política e Social devido às suas acusações e resistência ao regime.

Além de locutor, Vicente atuou como programador, discotecário, apresentador de televisão, ator de cinema e de TV.


Texto:
Daniella Cornachione

 
CURIOSIDADES
 
Aguardando histórias e curiosidades.
 
HISTÓRIA
 
 

A origem da Franca – maneira como os munícipes se referem ao nome da cidade, com o artigo “a” anteposto – tem início a partir da rota Belo Sertão da Estrada de Goiazes, que começava na região do rio Pardo e se estendia até o rio Grande. A região abrigava um dos pousos ali fundados por bandeirantes no século XVIII, onde os tropeiros paravam para descansar.

Já no século XIX, os moradores da então chamada Vila Franca exigiram junto ao governo geral a criação de uma freguesia, pois a mais próxima estava localizada a centenas de quilômetros, tratava-se de Mogi Mirim. Em 1805, a localidade ganha o título requerido e o novo nome, Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Franca e do Rio Pardo, que remete à figura do capitão-general e Governador da Capitania de São Paulo, José da Franca e Horta.

 

A vila estava localizada nos terrenos da Fazenda Santa Bárbara, doados por seus donos na ocasião.

Em 1821, a freguesia passa a se chamar Vila Franca d’El Rey, por intervenção do rei D. João VI.  Somente em 28 de novembro de 1824 é que se dá a emancipação política e administrativamente em relação à Mogi Mirim, razão pela qual o aniversário da Franca é comemorado nessa data. Foi nesse momento que recebeu o nome de Vila Franca do Imperador, aludindo à Independência do Brasil conquistada em 1822 por D. Pedro I. A vila foi elevada à categoria de cidade em 1856; a simplificação do nome para Franca aconteceu em virtude de uma decisão da Câmara Municipal, em 1889.

 
Fonte: Fundação SEADE - 2006
 
GASTRONOMIA
 
Aguardando receitas típicas ou tradicionais desta cidade.
 
HINO

 

I

Salve Franca, cidade querida,
Áurea gema do chão brasileiro,
Teu trabalho é uma luta renhida,
Sob a luz paternal do Cruzeiro.

No sacrário de mil oficinas,
Teu civismo é mais santo e mais puro,
Labutando é que a todos ensinas
O roteiro de luz do futuro.

Estribilho

Juventude, memoremos
A bravura ancestral,
E a pureza,
A beleza
Desta terra sem rival,

Seresteiros, evoquemos
Um pretérito imortal,
Pois, na presente grandeza,
Fulge a grata certeza
De um porvir sem igual.

II

És florão da grandeza paulista,
Semeada em teu chão feiticeiro:
Teu café em aléias se avista,
Soberano, em seu reino altaneiro.

Salve Franca de tardes douradas,
Três Colinas amenas, ridentes:
Relembro tuas glórias passadas,
Outras glórias sonhamos presentes!

 
 
BENS TOMBADOS
   
 

RELÓGIO SOLAR

Praça Nossa Senhora da Conceição
Processo: 08499/69       
Tomb.:  Res. de 8/3/72     
D.O.: 9/3/72
Livro do Tombo Histórico:
Inscrição nº 266, p. 69, 25/3/1987

Em 1805, foi autorizada a construção da Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Freguesia da Franca e Rio Pardo. Com o crescimento do povoado, Franca foi elevada à categoria de vila em 1824. Ao atingir o final do século XIX, já era visível o seu desenvolvimento, através das inúmeras melhorias urbanas como, por exemplo, iluminação a querosene, construção de prédios públicos, casas de saúde, escolas, obras de saneamento e implantação da linha Mogiana.

O Relógio Solar de Franca foi montado em 1886, pelo capuchinho francês frei Germano Dannecy, estudioso de astronomia e eletricidade, que recebeu o convite de dom Pedro II para dirigir o Observatório Meteorológico do Império. O relógio, construído com recursos vindos das contribuições da população local, constitui-se, juntamente com outro existente na França, nos únicos exemplares do gênero no mundo. Trata-se de um relógio vertical, de corpo cilíndrico, com mais de 3m de altura, apoiando em seu topo um cubo, em cujas faces é feita a leitura das horas.

Fonte: Tereza C. R. E. Pereira/ Condephaat • 2007
 
 
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