ORIGEM DO NOME DA CIDADE
   
Cruzeiro (portuguesa): O nome se refere a um marco divisório, em forma de cruz, construído no alto da serra entre Minas e São Paulo. O vilarejo surgiu no século passado com o nome de Embaú e emancipou-se em outubro de 1901.
 

Esta cidade faz parte do Vale do Paraíba. Suas principais atividades econômicas são a indústria, pecuária e agricultura.
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Cruzeiro faz parte
da Rota da Liberdade

e da Estrada Real.

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DESTAQUE
 
 
MIRANTE DO SANTO CRUZEIRO
     

O Mirante do Santo Cruzeiro fica na Praça João XXIII, centro de Cruzeiro.

Mirante do Santo Cruzeiro, vista aérea
 

O monumento homenageia as Santas Missões, incursões católicas realizadas por padres redentoristas.

Construído em 1963, pela Fábrica Nacional de Vagões, o mirante é o cartão-postal de Cruzeiro.

A cruz de concreto, revestida com chapas de ferro, foi erguida sobre um pedestal. as chapas trazem inscrições alusivas às Santas Missões.

Padre Vítor Coelho de Almeida (1899-1987) ganhou destaque por causa de seu trabalho com a pregação. O padre se dedicou de 1931 a 1940 às Santas Missões, por isso a inevitável menção ao padre quando se fala sobre o Mirante do Santo Cruzeiro.

Texto: Daniella Cornachione
Fotos: Prefeitura Municipal de Cruzeiro

 
 
CURIOSIDADES
 
Aguardando histórias e curiosidades.
 
HISTÓRIA
 
 

A configuração do município de Cruzeiro foi marcada, sobretudo, pela Estrada de Ferro D. Pedro II.

O interesse pela região se devia à sua privilegiada posição geográfica, localizada na metade do caminho entre São Paulo e Rio de Janeiro, via de comunicação potencialmente estratégica para a atividade comercial. Tanto assim, que, já na segunda metade do século XVIII, havia um pequeno povoado, com capela, em terras circunscritas ao município de Lorena, que se desenvolveu graças ao ouro das Minas Gerais, e recebeu o nome de Embaú.

O comércio vindo das Gerais passava, então, pelo povoado com destino ao litoral através do “caminho dos Guaianases”, atravessava Guaratinguetá e Cunha, e chegava a Parati. Impulsionado por esse comércio, Embaú evoluiu o suficiente para ser elevado à categoria de freguesia com o nome de Nossa Senhora da Conceição do Embaú, em 19 de fevereiro de 1846.

Em 6 de março de 1871, foi criada a vila com a denominação de Conceição do Cruzeiro, devido ao marco divisório, em forma de cruz, construído no alto da Serra, entre Minas e São Paulo.

 

Em 1880, a vila possuía 11 mil habitantes, exportava cerca de 450 mil quilos de café, produzidos por 55 fazendas, além de ter 20 estabelecimentos comerciais, e que por isso, participou da formação de Cruzeiro.

A Estrada de Ferro D. Pedro II trouxe maior desenvolvimento para a região, promovendo a criação de um novo distrito, Estação do Cruzeiro, no município de Conceição do Cruzeiro, em 30 de março de 1891.

O distrito cresceu a tal ponto que, em 3 de junho de 1891, foi elevado à categoria de vila com o nome de Vila Novais. Mas pouco tempo depois, em 18 de julho de 1892, foi reconduzido a distrito, novamente chamado Estação do Cruzeiro, e incorporado ao município de Conceição do Cruzeiro, atualmente extinto.

Em 2 de outubro de 1901, a sede do município de Conceição do Cruzeiro foi transferida para o distrito de Estação do Cruzeiro, que passou a ser, portanto, município autônomo. O registro que teria simplificado a denominação para Cruzeiro não foi localizado.

 
Fonte: Fundação SEADE - 2006
 
GASTRONOMIA
 
Aguardando receitas típicas ou tradicionais desta cidade.
 
HINO

 

Nasceste no vale
Ao pé da colina
Bela e Grandiosa
Cidade menina

A Mantiqueira majestosa a coroar
E o lendário Paraíba
Orgulhoso a te banhar

Tens lindo traçado
Escolas, igrejas,
Comércio, indústria
e tudo que almejas

Tens lindos jardins
Com garotas e flores
Que formam buquê
E onde nascem amores

Salve Cruzeiro
Nome divino da minha cidade
Teu nome ostenta o emblema sagrado
da cristandade

Salve Cruzeiro
Terra bendita em que nasci
És de São Paulo
Filha gentil
Pedacinho querido
do meu Brasil.

 
 
BENS TOMBADOS
   

ROTUNDA

Avenida Rotary Clube, s/n
Processo: 25566/87      
Tomb.: Res. SC 47 de 2/9/88      
D.O.: 3/9/88
Livro do Tombo Histórico:
Inscrição nº 282, p. 72, 8/6/1989

Cruzeiro surgiu por volta de 1781, quando o sargento-mor Antônio Lopes da Lavre construiu a Capela de Nossa Senhora da Conceição. O seu desenvolvimento deve-se ao cultivo do café e à implantação, no século XIX, das Estações da Estrada de Ferro Central do Brasil e da Rede Sul Mineira de Estradas de Ferro.

A antiga Rotunda de Cruzeiro fazia parte do pátio ferroviário da Rede Sul Mineira. Sua construção, em 1930, é contemporânea à das oficinas, almoxarifado e depósito de locomotivas. Constitui-se em edifício semi-circular, do qual saem trilhos irradiados de um centro girador. Em seu interior foram introduzidas bancadas para trabalhos de manutenção em locomotivas e vagões. Construído por Carlos Rossetti, estruturado em concreto armado, teve muitos de seus materiais importados, tais como sanitários, telhas e maquinário.

Com a transferência da Rede Sul Mineira para Minas Gerais, em 1936, a única unidade que se manteve ativa no pátio de Cruzeiro foi a rotunda. Em 1982, a RFFSA decretou oficialmente a sua desativação.

Fonte: Marly Rodrigues / Condephaat • 2007

SOLAR DO MAJOR NOVAES

Entre as Ruas Engenheiro Antônio Penido, Voluntários Paulistas e Jorge Tibiriçá
Processos: 13227/69     
Tomb.: Res. de 24/9/69     
D.O.: 25/9/69
Livro do Tombo Histórico:
Inscrição nº 1, p. 2, 27/4/1971

A implantação da cultura do café na região do Vale do Paraíba e, em seguida, a introdução da ferrovia, no século XIX, promoveram o desenvolvimento da cidade de Cruzeiro. Data desse período a construção do Solar dos Novaes, sede da Fazenda Boa Vista que pertenceu ao major Manoel de Freitas Novaes, rico produtor e exportador de café.

Construída em adobe, no pavimento inferior, e pau-a-pique, no superior, o sobrado apresenta-se inteiramente estruturado com pilares e vigas de madeira. Atualmente, no pavimento térreo as paredes externas são em tijolos, provavelmente erguidas em intervenções posteriores. A sua planta retangular original sofreu, na década de 1940, acréscimo de um anexo na elevação posterior que antigamente era considerada principal.

Na restauração empreendida pelo Condephaat, em 1983, foi introduzida uma estrutura metálica de reforço à de madeira comprometida.
As suas dependências abrigam o Museu Histórico e Pedagógico Major Novaes.

Fonte: Processo de Tombamento / Condephaat • 2007
 
 
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