ORIGEM DO NOME DA CIDADE
   
Do tupi ybytu-katu
ybytu, vento, ar e katu, bom.

Proveniente do nome dado pelos caiovás, ybytu-katu, Botucatu quer dizer, bom vento, ar agradável. O nome foi escolhido provavelmente por conta da altitude relativamente elevada da região, que varia entre 756 e 920 metros e de sua temperatura média que fica em torno dos 22 graus centígrados.
Curiosidade: no século XVIII, Botucatu era a designação dada as terras que tinham sido distribuídas em sesmarias no interior paulista, estas terras chegaram a representar um quarto da extensão territorial da capitania de São Paulo.
 

Cidade dos bons ares e das boas escolas. Confira!


Botucatu faz parte do
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HISTÓRIA
 
 

As mais antigas referências à região e, especificamente, à serra de Botucatu falam de Peabiru, caminho que ligava São Vicente a Assunção, no Paraguai. As terras delimitadas pelo rio Paranapanema e pela serra de Botucatu, que antes serviram de ponto norteador para caminhantes rumo ao interior, foram divididas em sesmarias a partir de 1721.

Os padres jesuítas adquiriram, então, extensas áreas para a criação de gado, e a eles se devem os primeiros sinais de vida no território do futuro município, ou seja, as primeiras construções, o cultivo da terra e a fixação do homem. Por volta de 1766, foi inaugurada a capela de Nossa Senhora das Dores de Cima da Serra. Mais tarde, a partir de 1830, intensificou-se a vinda de criadores e lavradores, sobretudo de Sorocaba, Itapetininga e Tietê.

A região, em 1835, já estava ocupada e dividida em quatro fazendas principais: fazenda Monte Alegre, pertencente ao capitão José Gomes Pinheiro; fazenda Rio Claro, pertencente ao capitão Inácio Piauí; fazendas Boqueirão e Pulador reunidas em uma só propriedade e transferidas para o capitão Joaquim de Oliveira Lima e José Inocêncio Rocha; e fazenda Bom Jardim, pertencente a um posseiro de sobrenome Marques.

Nenhum deles, no entanto, habitava essas terras, com exceção de Gomes Pinheiro que buscou refúgio em sua fazenda por ocasião do fracasso das revoltas de 1842, de liberais contra conservadores.

Em fins de 1843, o capitão Gomes Pinheiro dispôs-se a doar parte de

 

suas terras para a formação de uma freguesia requerida por Felisberto Antônio Machado, entre outros.Para tanto, precisou enfrentar os herdeiros de Joaquim Costa, seus adversários do partido conservador, que queriam destituí-lo de suas terras e assumir a responsabilidade pela criação da freguesia.

Gomes Pinheiro, no entanto, acabou sendo o autor da doação e, em 19 de fevereiro de 1846, foi criada a freguesia de Botucatu, (topônimo tupi cujo significado é “bons ares” ou “bom clima”), no município de Itapetininga. Os herdeiros de Joaquim Costa foram obrigados a ir para o sertão em busca de outras posses, chegando nas proximidades de Avaré.

A freguesia de Botucatu prosseguiu se desenvolvendo até que em 14 de abril de 1855 fosse elevada a vila, recebendo foros de cidade em 16 de março de 1876. Na virada do século XIX era conhecida como a cidade mais progressista do interior paulista. Botucatu não teve apenas uma relevância política, mas foi importante entroncamento ferroviário da Estrada de Ferro Sorocabana, tornando-se referência econômica durante o período em que serviu de entreposto comercial para muitas outras regiões do interior do Estado e do norte do Paraná.

A cidade também sofreu com a crise de 1929, mas retomou seu desenvolvimento a partir da década de 60, com os setores da indústria e comércio.

 
Fonte: Fundação SEADE - 2006
 
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HINO

 

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BENS TOMBADOS
   
 

INSTITUTO DE EDUCAÇÃO CARDOSO DE ALMEIDA

Praça Nove de Julho, s/n
Processo: 25590/87     
Tomb.: Res. SC 9 de 4/5/89     
D.O.: 5/5/89
Livro do Tombo Histórico:
Inscrição nº 288, p. 73, 8/6/1989


Em 1913, o arquiteto João Castagnoli, baseado em projeto de João Bianchi que estudou uma solução de planta para as escolas normais, desenvolveu os projetos para as escolas normais de Botucatu e Piracicaba, cabendo a Carlos Rosencrantz o detalhamento dos ornamentos, distintos nas duas escolas.

O edifício da Escola Normal de Botucatu foi construído em dois pavimentos, mais um porão onde eram ministradas aulas noturnas. Nos demais andares, distribuem-se as salas de aula, ambientes administrativos, auditórios e bibliotecas e, ainda, sanitários, cuja introdução no corpo principal já vinha sendo adotada para as grandes construções escolares.

Fonte: Arquivo Condephaat / Condephaat • 2007
 
 
 
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