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ORIGEM DO NOME DA CIDADE |
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(Do tupi, mburyky oka). Significa casa de buriquis (macaco da família dos cebídeos) ou morada de buriquis. Região aonde pode se encontrar muitos macacos dessa espécie. Bertioga emancipou-se de Santos, em 1991.
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Criada em 2001, a Festa Nacional do Índio em Bertioga teve sua 7ª edição em 2007. De 19 a 22 de abril, mais de 700 representantes de 13 etnias participaram do evento apresentando a cultura indígena aos visitantes. Desde a primeira edição, a festa já atraiu 450 mil pessoas, entre turistas daqui e do exterior.
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Herança indígena é marcante em
Bertioga; no destaque, escultura de
Cunhambebe, líder Tupinambá que
esteve no local em 1563
acompanhado pelo padre José de
Anchieta, numa cerimônia que
pregava a paz entre colonos e índios
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Em 2007, a água foi escolhida como tema central. Foram abordados tópicos a respeito da importância em se preservar esse recurso natural. As apresentações artísticas e parte das atividades esportivas, culturais e rituais acontecem na praia da Enseada. Durante o dia, ocorre a Feira de Artesanato, no Parque dos Tupiniquins.
Na edição em 2007, os visitantes puderam conferir apresentações das tribos: Xavante, Yawalapiti, Kuikuro, Juruna, Suyá, Paresi, Karajá, Pataxó, Erikbatsa, Cinta Larga, Kaiapó, Krahô. Os grupos foram recebidos pelos guaranis, que habitam a Reserva Indígena do Rio Silveira, em Boracéia, divisa de Bertioga e São Sebastião.
A Prefeitura de Bertioga é responsável pela organização da festa por meio da Secretaria de Turismo, Comércio e Assuntos Náuticos, e com apoio da Fundação Nacional do Índio (FUNAI). |
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Forte de São João – cartão-postal de Bertioga
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As tribos participantes exibem ao público aspectos de suas culturas como a pintura corporal, dança, música, culinária e vestuário. Acontecem também apresentações esportivas como o arco e flecha, corrida de toras, arremesso de lanças, lutas, cabo de guerra e o futebol, esporte em que, de acordo com a prefeitura local, os indígenas costumam se sair muito bem, especialmente as mulheres.
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Monumento identifica o Parque dos Tupiniquins, onde viveu o povoado de Buriquioca, que se chamaria depois Bertioga
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A programação ainda oferece exposição fotográfica, palestras e o chamado talk show – momento de interação entre expositores e visitantes. Naquele ano, as atrações buscaram incentivar o visitante a refletir sobre o problema da escassez de água, atentando para a importância do Brasil diante desse quadro.
Desde 2005, a festa consta nos calendários oficiais de eventos da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Turismo, de São Paulo, e também do Ministério do Turismo e Empresa Brasileira de Turismo (EMBRATUR).
Texto: Daniella Cornachione
Fotos: OPY Imagens
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| DICAS EM BERTIOGA |
Por Luis Carlos Negri* |
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| Na divisa do litoral sul para o litoral norte, está localizada Bertioga. Pequena cidade litorânea com a graça de Hans Staden, um alemão que foi prisioneiro dos Tupinambás nos meados do século XVI, publicou na
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Alemanha um dos primeiros livros de ""aventuras no Brasil" . Em Bertioga pode-se ver o forte de São João e sentir como era a vida na região no início do século XVI, época em que Hans Staden esteve por aqui. |
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Forte São João |
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Forte São João |
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| * Delegado Regional
de Campinas
do SINDEGTUR-SP e
Guia e Técnico de Turismo, registrado no Ministério
do Turismo |
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A história de Bertioga está ligada à construção do Forte de São Tiago, ordenada por Martim Afonso de Souza em 1532.
Originariamente, era uma paliçada de madeira que tinha como objetivo proteger a entrada da Barra da Bertioga dos ataques indígenas e das incursões francesas. Por volta de 1557, devido aos danos causados pelas freqüentes investidas dos indígenas, a capitania de São Vicente mandou substituir ess paliçada por uma construção de alvenaria de pedra e cal.
Nessa época, já havia se instalado um núcleo de povoamento na linha da praia, defendida pelo outeiro de Buriquioca (do tupi-guarani, “morada dos macacos”), mais tarde conhecido por Morro da Senhoria. |
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Em 1710, o forte sofreu novos reparos e, em 1765, ganhou uma
capela e seu nome passou a ser São João.
Assumiu sua forma atual em 1817, com a intervenção do oficial José Felizardo. O forte centralizou o desenvolvimento de um povoado de pescadores e depois do balneário de Bertioga. Administrativamente, Bertioga tornou-se distrito do município de Santos, em 30 de novembro de 1944. Adquiriu autonomia política em 30 de dezembro de 1991.
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Fonte: Fundação SEADE - 2006 |
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| Aguardando receitas típicas ou tradicionais desta cidade. |
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I
Progressista Bertioga
És recanto acolhedor
Lindas praias, verdes matas
Preservadas com amor
II
Entre a serra e o oceano
E em teu belo litoral
Vivem fauna, flora, humanidade
Em equilíbrio natural
III
Teus encantos, que são tantos
A natureza esculpiu
Com as águas e os ventos
No teu solo tão gentil
IV
És vibrante, Bertioga
De futuro promissor
Com a fé e a ciência
Dos teus filhos, o labor
V
E da gente hospitaleira
Fibra, raça e coração
Teus valentes pescadores
São heróis e tradição
VI
A beleza, a natureza
Que se vem admirar
Para tantos é Bertioga
Para nós, é nosso Lar |
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FORTE DE SÃO TIAGO OU SÃO JOÃO DE BERTIOGA
Praia de Bertioga
Processo: 00361/73
Tomb.: ex-officio em 13/10/80
Tomb.: Iphan em 19/2/40
Livro do Tombo Histórico:
Inscrição nº 138, p. 25, 29/5/1981
O Forte de São Tiago localiza-se na margem oposta à Ponta da Armação, na Ilha de Santo Amaro, local em que se situa o Forte de São Filipe, com o qual cruzava fogo em defesa do litoral paulista.
Alguns afirmam ter sido Martim Afonso de Souza quem, inicialmente, mandou construir a primeira fortaleza. Outros atribuem a Diogo Braga o empreendimento, fato que teria acontecido por volta de 1550. Em 1556, em razão de encontrar-se danificada por ataques indígenas, foi reconstruída a mando da Câmara Municipal de São Vicente.
O edifício, em pedra e argamassa de cal de ostra, sofreu reparos em 1710 e, em 1817, foi reformado de acordo com o projeto do oficial José Felizardo, por determinação do governador da província. Na década de 1940 foi restaurado pelo Iphan em conjunto com o Instituto Histórico e Geográfico Guarujá-Bertioga.
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Fonte: Julita Scarano / Condephaat • 2007
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ILHAS, ILHOTAS E LAJES
Municípios: Bertioga, Caraguatatuba, Itanhaém, Santos, São Sebastião e Ubatuba
Processo: 26855/89
Tomb.: Res. 8 de 24/3/94
D.O.: 25/3/94
Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico:
Inscrição nº 27, pp. 308 e 309, 20/5/1994
O litoral paulista possui um grande número de ilhas, ilhotas e lajes que formam um conjunto cênico-paisagístico de rara beleza.
A importância da preservação dos ecossistemas insulares justifica-se devido às condições ambientais específicas que necessitam de ação preservacionista rigorosa e por ainda se manterem íntegras com inexpressivas intervenções humanas.
O tombamento incidiu sobre 10 ilhas, (Ilhas da Pedra, Redonda, Pequena, Ponta, Ponta da Aldeia, Peruibe, Boquete, As Ilhas, Palmas e Negro); 7 ilhotas (Ilhotas do Sul, Massaguaçu, Ponta do Baleeiro, Itassussé, Juqueí, Ponta do Itapuã e Boquete) e 12 lajes (Lajes Pequena, Feia, Grande, Dentro, Grande do Perequê, Palmas, Moleques, Apara, Laje, Ponta Itaipu, Paranapuã e Noite Escura).
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Fonte: Processo de Tombamento / Condephaat • 2007 |
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