ORIGEM DO NOME DA CIDADE
   
O nome da areias é devido à descoberta que caixotes, com doces, que estavam em poder dos tropeiros, tinham sido trocados por caixas de areia.
 

Esta cidade faz parte do Vale do Paraíba
e é uma cidade histórica.
Saiba mais...


Areias faz parte do
Circuito Vale Histórico

e da Estrada Real.

Conheça aqui os roteiros do Estado!

DESTAQUE
 

Aguardando matérias e pautas.

 
 
CURIOSIDADES
 
Aguardando histórias e curiosidades.
 
HISTÓRIA
 
 

Areias localiza-se no fundo do Vale do Paraíba, ao longo da estrada dos Tropeiros, entre Silveiras e São José do Barreiro. Em pleno século XVIII era uma modesta pousada de tropeiros que, vindos de Minas Gerais e São Paulo, estavam a caminho do Rio de Janeiro.

A região era habitada pelos índios Puris que, nessa época, enfrentavam constantes conflitos, fossem contra a tribo dos Botocudos, ou contra os desbravadores.

Embora não haja consenso sobre o reconhecimento dos fundadores do município, as figuras do padre Joaquim José da Silva e de seus irmãos destacam-se na promoção inicial do povoado. Também teve importante atuação o capitão-mor Gabriel Serafim da Silva.

Em 26 de janeiro de 1784, foi criada a freguesia com a denominação de Areias, em terras do município de Lorena. Em 1798, os habitantes solicitaram ao governador da província de São Paulo sua elevação à categoria de vila, mas não obtiveram sucesso.

 

Apenas em 28 de novembro de 1816, foi elevada à categoria de vila com o nome de São Miguel das Areias, sendo a única localidade paulista elevada a município por D. João VI.

Suas principais atividades econômicas foram a agricultura e depois a pecuária. Um dos primeiros municípios a cultivar o café, cujas mudas procediam de Resende, tornou-se responsável por boa parte da produção total da província. São desse período áureo as casas e os sobrados de estilo colonial, oriundos da chamada “civilização do café”.

Durante as Revoltas Liberais de 1842, Areias – assim como outros municípios paulistas – esteve anexada à Província do Rio de Janeiro, voltando a São Paulo em 29 de agosto de 1843. Em 24 de março de 1857 recebeu os foros de cidade.

 
Fonte: Fundação SEADE - 2006
 
GASTRONOMIA
 
Aguardando receitas típicas ou tradicionais desta cidade.  
 
HINO

 

Não há hino cadastrado.

 
 
BENS TOMBADOS
   
 

CASA DE CÂMARA E CADEIA

Praça Dr. Celidônio, 20
Processo: 21702/81     
Tomb.: Res. 38 de 11/5/82     
D.O.: 21/5/82
Livro do Tombo Histórico:
Inscrição nº 179, p. 42, 11/6/1982

O núcleo inicial de Areias, ponto de concentração de tropeiros, surgiu por volta de 1770, com a denominação de Santana da Paraíba Nova. Em 1816, através de alvará emitido por D. João VI, foi elevada à categoria de Vila de São Miguel das Areias. O desenvolvimento desta cidade deve-se ao cultivo do café, nesta região, em meados do século XIX.

Provavelmente neste período foi construída a Casa de Câmara e Cadeia em taipa de pilão, com planta retangular,  isolada na quadra e com um grande recuo frontal. A cobertura é em quatro águas com telhas capa e canal e um grande beiral. As pesadas grades de ferro da antiga cadeia, no pavimento térreo, ainda podem ser vistas em seus locais de origem.

Atualmente é ocupada pela Secretaria de Estado do Bem-Estar Social. Para adaptá-la ao novo uso foram introduzidos sanitários e cozinha, azulejados.

Fonte: Raphael Glender e Tereza C. R. E. Pereira / Condephaat • 2007

CASA DO CAPITÃO-MOR E CASA VIZINHA

Rua Comendador Sampaio, 4 e 5
Processo: 21699/81     
Tomb.: Res. 39 de 11/5/82     
D.O.: 21/5/82
Livro do Tombo Histórico:
Inscrição nº 177, p. 41, 7/6/1982

Estes dois sobrados, organicamente ligados, foram construídos em períodos diferentes. Atualmente não há distinção entre as suas coberturas, mas vestígios encontrados na estrutura de madeira da cobertura da casa do Capitão-Mor indicam que originalmente existia uma água voltada para o imóvel vizinho, provavelmente quando nele ainda não havia qualquer construção.

A Casa do Capitão-Mor, que dispõe de camarinha, data de meados do século XIX. Pertenceu ao capitão Gabriel Serafim da Silva que a utilizava como loja, nos ambientes do pavimento térreo voltados para a rua, e residência nos demais compartimentos. A construção é em taipa de pilão e pau-a-pique, com pisos e forros em tabuado de madeira, tendo recebido algumas paredes de tijolos quando da sua transformação em hotel, pela prefeitura, sua atual proprietária.

O imóvel vizinho, em lote de esquina, encontra-se descaracterizado quanto aos vãos do térreo, alargados em função do uso comercial.

Fonte: Heloísa Barbosa Silva e Tereza C. R. E. Pereira / Condephaat • 2007

SOBRADO

Rua Quinze de Novembro, 15
Processo: 21701/81     
Tomb.: Res. 36 de 11/5/82    
D.O.: 21/5/82
Livro do Tombo Histórico:
Inscrição nº 180, p. 42, 11/6 /1982

O imóvel foi construído provavelmente no final do século XIX, em taipa de pilão e paredes divisórias em pau-a-pique. Faz parte de um conjunto de sobrados, todos de uma mesma altura, limitados em suas partes superiores por um longo beiral. Tudo indica que a sua fachada apresentava, originalmente, apenas portas, tanto no térreo quanto em seu pavimento superior. Atualmente pode-se ver duas janelas no térreo. No pavimento superior, a presença de um longo balcão o diferencia dos demais imóveis vizinhos.

Fonte: Heloísa Barbosa da  Silva e Tereza C. R. E. Pereira / Condephaat • 2007

SOBRADO

Rua das Mercês, 6
Processo: 21700/81     
Tomb.: Res. 37 de 11/5/82     
D.O.: 21/5/82
Livro do Tombo Histórico:
Inscrição nº 178, p. 41, 8/6/1982

A economia cafeeira do Vale do Paraíba entra em decadência ao final do século XIX e as cidades iniciam um processo de estagnação. Este fato contribuiu para a preservação de muitas das antigas edificações que permaneceram íntegras até os dias atuais, como é o caso do sobrado que pertenceu a Manoel da Silva Leme.

Construído provavelmente no último quartel do século passado, em taipa de pilão, com cobertura em telhas capa e canal, localiza-se em um terreno elevado, voltado para a praça da Igreja Matriz.

Originalmente utilizada como residência, hoje abriga em sua parte superior a prefeitura e, no térreo, uma agência bancária, onde foram substituídas as portas de madeira maciça por portas de madeira e vidro.

Fonte: Heloísa Barbosa da  Silva e Tereza C. R. E. Pereira / Condephaat • 2007
 
 
Galeria
Conheça a cidade
por suas imagens!
 
Bandeira
 
 
Brasão