Localizada à beira da rodovia Presidente Dutra, é também chamada de cidade Santuário.
Diferentemente das outras cidades do Vale nascidas na época das Minas (séc. XVIII), Aparecida não nasceu como via de circulação de mercadorias. Sua história está diretamente ligada ao encontro da imagem de Nossa Senhora da Conceição, nomeada depois de "Aparecida", nas águas do Paraíba, em 1717.
A cidade cresceu em torno da primeira capela erguida no local, em 1743 e que depois iria dar lugar à Basílica Velha. Em 1928 separa-se de Guaratinguetá, tornando-se cidade. E, a partir de 1950, Aparecida constrói a Basílica Nova, capaz de atender a milhares de romeiros, e Nossa Senhora Aparecida foi considerada Padroeira do Brasil.
A cidade possui 37.954 habitantes, e tem como principais atividades econômicas, o turismo religioso, a indústria e a extração de areia. A cidade, como dissemos, cresceu em torno da imagem da santa, vivendo sobretudo do comércio religioso, principalmente nos primeiros tempos.
|
|
Assim, desenvolveu um crescimento rápido e desordenado, devido ao grande número de romeiros que para lá se dirigem, não havendo preocupação de organização do espaço. Há centralização de construções em torno da Basílica Velha, com a presença maciça do comércio religioso (santinhos, bíblias, camisetas, etc.).
Com a Basílica Nova, começam a ser povoadas as colinas em volta desta. Este crescimento desordenado provoca a destruição da natureza em torno, só sendo preservada a região do outro lado do Rio Paraíba. Com o grande número de romeiros, que para a cidade se deslocam, há um enorme contingente de população flutuante, trazendo problemas de circulação, pois as ruas são estreitas, e sanitários, pois a cidade não possui uma infra-estrutura satisfatória.
As soluções para tais problemas deverão caminhar, no sentido de uma organização na ocupação do solo, na estruturação do comércio, e melhor, no saneamento básico da cidade. |